A capivara agredida por um grupo de homens na madrugada deste sábado (21), na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio, apresentou melhoras no quadro de saúde durante a madrugada deste domingo (21). Segundo o veterinário Jeferson Pires, responsável pelo acompanhamento, o animal passou a madrugada estável, apesar do estado considerado grave.
De acordo com o profissional, trata-se de um macho adulto, com cerca de 64 quilos. Segundo ele, a capivara precisou ser sedada para que os primeiros procedimentos fossem realizados. O atendimento inicial foi conduzido pela veterinária de plantão, que estabilizou o quadro e iniciou o tratamento ao longo da madrugada.
“Bom dia pessoal, estou vindo aqui para poder dar a informação sobre a capivara, que foi atacada na ilha. Ela passou a madrugada bem, evoluindo de maneira muito positiva. Ontem, quando ela chegou, foi prontamente atendida pela veterinária Ana Clara, que estava de plantão aqui”, disse.
O animal apresentava edemas na região da cabeça, sangramento nasal e alterações neurológicas compatíveis com o tipo de agressão registrado em vídeo.
“A gente percebeu que ele estava com um traumatismo craniano. Ele tem vários edemas na cabeça, tinha sangramento nasal também, e ela apresentava um quadro neurológico que é bem sugestivo desse traumatismo craniano, o que já era esperado pelo vídeo que todos viram”, afirmou.
A capivara seguirá em observação no Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras), em Vargem Grande. De acordo com o veterinário, ainda será preciso ter cuidados: “Não dá para tirar ele ainda de risco. A gente sabe que ainda tem risco de evoluir de maneira negativa”, pontuou.
O ataque
O ataque aconteceu na orla do Quebra Coco, no Jardim Guanabara. Imagens de câmeras de segurança mostraram o momento em que a capivara caminhava pela rua, durante a madrugada, e acabou perseguida por um grupo de homens com pedaços de madeira.
Seis homens foram presos e dois adolescentes apreendidos por participação nas agressões, ainda na tarde do sábado.
A Polícia Civil investiga se o ataque tem ligação com uma possível rede que pratica maus-tratos contra animais e divulga as ações pela internet. Segundo o delegado responsável pelo caso, Felipe Santoro, há indícios de que um dos envolvidos já teria participado de outros episódios semelhantes.
Os suspeitos vão responder por maus-tratos, associação criminosa e corrupção de menores. Já os adolescentes devem responder por atos infracionais análogos aos mesmos crimes.
*Estagiária sob supervisão de Thiago Antunes






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