As meninas venezuelanas associadas por Jair Bolsonaro (PL) à prostituição, e com algumas das quais o presidente disse ter ”pintado um clima” passaram a última semana sem sair de casa, evitando até ir à escola, para se preservar do assédio o qual foram submetidas após das declarações do presidente.
O relato é do deputado distrital Leandro Grass (PV-DF), que tem mantido contato com pessoas ligadas às meninas e representantes de órgãos públicos que acompanham o caso. Ele foi o primeiro a protocolar um pedido de investigação no Ministério Público a respeito da fala do presidente.
Segundo Grass, somente agora as garotas começaram a retomar a rotina, porque tem havido um esforço muito grande de lideranças locais e grupos de apoio não só pr preservá-las como também à familia, e evitar que sejam ainda mais assediadas.
No último dia 14, Bolsonaro associou o fato de as meninas estarem maquiadas em um sábado de manhã à prostituição. Ao relatar que as viu durante um passeio de moto, disse que havia “pintado um clima”, o que gerou grande repercussão.
Na quinta-feira (20), a Rede Intersetorial de São Sebastião, formada por lideres da região, divulgou um documento pedindo providências.
No documento, classificam as declarações de Bolsonaro como graves porque “naturalizam o assédio, a estigmatização, a exploração sexual em nosso país” e porque ele sequer encaminhou para os órgãos competentes averiguarem a situação.
A notícia é da Folha online.





