Mendonça nega pedido de Eduardo Paes para arquivar suposta doação ilegal para campanha do deputado Pedro Paulo

Ministro dá 60 dias de prazo para a Polícia Federal realizar diligências pendentes e apresentar o relatório final

O pedido do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), para arquivar o inquérito que investiga suposta doação ilegal para a campanha do deputado Pedro Paulo (PSD-RJ) em 2014 foi negado hoje (11) ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, que deu 60 dias de prazo para a Polícia Federal realizar diligências pendentes e apresentar o relatório final. Na decisão, o ministro cita ainda que se trata de “prorrogação derradeira”.

Os advogados de Paes e Pedro Paulo defenderam o encerramento do caso no STF diante do prazo alongado das investigações. Os advogados alegaram que tanto a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal passaram anos sem avançar com o caso. O inquérito foi aberto em 2017 na esteira da Operação Lava Jato.

Na decisão, Mendonça afirmou que a própria PGR apontou a necessidade de uma última extensão do prazo de investigação para que o caso seja concluído.

“Muito da demora no trâmite do presente inquérito se deu por características específicas do feito, entre as quais os recursos defensivos, a substituição do Relator e o tempo decorrido para manifestações judiciais e da PGR em razão do enorme volume de processos, não havendo se falar em uma efetiva investigação policial sem fim ou de veleidade infundada dos órgãos persecutórios”, escreveu o ministro.

Com informações do g1.

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