O presidente regional do PSD, deputado federal Pedro Paulo, e os deputados Laura Carneiro e Renan Ferreirinha (federais), além de Luiz Paulo da Rocha (estadual), solicitaram, com pedido de urgência, uma reunião com o ministro Alexandre de Moraes e com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Querem que a Polícia Federal investigue o suposto uso político da Polícia Civil do Rio.
Estão convencidos de que houve manipulação do aparato policial com fins eleitorais nas investigações que resultaram na prisão do vereador Salvino Oliveira. Também alegam absoluta inconsistência nas acusações de que o político da Cidade de Deus seja próximo ou mantenha negociações com traficantes do Comando Vermelho.
— É inadmissível o uso político da polícia. Isto é grave e intolerável, coisa de mafioso — afirma Pedro Paulo.
A prisão de Salvino Oliveira rompe todos os laços do grupo político de Eduardo Paes com o Palácio Guanabara. Não há mais qualquer interlocução com Cláudio Castro. O clima azedou de vez e deve ter consequências na eleição indireta do governador-tampão — cujas regras já foram judicializadas pelo PSD.
Aliados de Paes vão tentar, de todas as formas, dificultar todo e qualquer projeto político de interesse do Palácio Guanabara. Não esperem acordos tácitos ou qualquer negociação de acordo velado entre os grupos, como se aventara nos últimos meses. O clima é de guerra.
O episódio precipitou o provável rompimento entre as duas principais correntes da política fluminense, que ocorreria inevitavelmente no curso da campanha eleitoral. Eduardo Paes e seus aliados já preparam artilharia para torpedear intensamente o Guanabara a partir dos próximos dias.







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