Daniel Sonnewend Proença, um dos quatro médicos atacados por criminosos em um quiosque na Barra da Tijuca, em outubro de 2023, passou por uma nova cirurgia na sexta-feira (26) para reconstruir o trânsito intestinal. Ele é o único sobrevivente do atentado, que matou seus colegas Diego Ralf Bomfim, Marcos de Andrade Corsato e Perseu Ribeiro Almeida. Os quatro participavam de um congresso internacional de ortopedia na cidade.
Daniel foi atingido por 14 tiros e ainda tem cerca de dez projéteis e estilhaços de bala pelo corpo. Ele contou ao Fantástico, em dezembro, como foi o ataque e como está a sua recuperação. Segundo as investigações, o crime foi cometido por traficantes que queriam assassinar um miliciano, que foi preso pela Polícia Federal no fim de novembro. Os criminosos confundiram um dos médicos com o miliciano que procuravam.
O médico ainda terá que passar por mais uma cirurgia ortopédica para retirar um projétil do ombro direito. Ele disse ao g1 que ainda não voltou a trabalhar como médico e que está em fase de recuperação. “Fiz há menos de uma semana a reconstrução do trânsito intestinal, estou numa fase de recuperação dessa cirurgia para começar a progredir a fisioterapia novamente e trabalhar”, afirmou.
Um ato pela paz na manhã de 1º de dezembro homenageou os três médicos ortopedistas assassinados. A cerimônia reuniu amigos, familiares das vítimas e o médico Daniel Proença, o único sobrevivente.
Durante o evento, houve projeção de imagens dos médicos com uma série de discursos com cerca de 3 minutos cada um. A esposa de Corsato e a mãe de Diego estiveram presentes. A esposa de Perseu acompanhou de forma online.
Representantes da faculdade entregaram flores aos parentes das vítimas e chamaram ao palco o cantor Gilberto Gil.
Naquela mesma semana de homenagens, a cantora Preta Gil também passou pelo procedimento semelhante no intestino, em São Paulo, em uma nova cirurgia durante o tratamento contra um câncer.





