MC HCalvin denuncia que filha com síndrome de Down foi levada a presídio sem avaliação médica

MC HCalvin afirma que a recém-nascida, diagnosticada com síndrome de Down, foi levada com a mãe diretamente para o sistema prisional sem passar por exames médicos obrigatórios. Caso levanta debate sobre tratamento de mães presas no Brasil

O drama envolvendo a prisão de Danúbia de Souza Rangel, ex-mulher do traficante Nem da Rocinha, ganhou um novo capítulo com a denúncia feita por seu atual companheiro, o rapper MC HCalvin. Segundo ele, a filha recém-nascida do casal, diagnosticada com síndrome de Down, foi levada diretamente para uma unidade prisional sem passar pelos exames médicos essenciais.

A informação foi publicada pelo jornal Extra nesta terça-feira (8). De acordo com o artista, a bebê, chamada Helena, não teve tempo de realizar a avaliação clínica que indicaria o grau da síndrome antes de ser transferida com a mãe para o presídio materno-infantil Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio.

“A Danúbia teve alta do hospital e foi direto para a audiência de custódia. A juíza negou o pedido de prisão domiciliar e encaminhou ela para o hospital penitenciário com a Helena. Ela precisa fazer um exame pra ver o nível da síndrome de Down dela. Não deu tempo de fazer esse exame ontem, mas ela foi diagnosticada por um especialista. Só queremos o justo. Minha filha precisa de cuidados. Cada dia, semana, mês perdido é menos uma chance dela se desenvolver”, relatou o pai.

Preso no último sábado (6), o caso de Danúbia tem gerado forte repercussão. Ela foi localizada por policiais da 72ª DP (São Gonçalo) ao dar entrada para o parto em uma maternidade na Barra da Tijuca. A prisão foi determinada com base em uma condenação de 2017 por lavagem de dinheiro. Segundo a defesa, ela não tem mais qualquer vínculo com o ex-marido e já havia cumprido parte da pena em regime fechado.

MC HCalvin acompanhou toda a gravidez e afirmou que os exames pré-natais indicavam uma gestação saudável. A notícia do diagnóstico da síndrome só veio após o nascimento. “Acompanhei todo o processo. Ela estava com saúde na barriga a gestação inteira. Quando nasceu, o médico explicou que é um caso raro”, contou.

Horas antes da audiência de custódia, Danúbia publicou um vídeo em tom de desabafo, afirmando que sabia do mandado de prisão, mas optou por não se entregar por medo de complicações no parto, já que a bebê estava em posição pélvica. “Só quero ajuda pra ficar em casa com minha filha”, disse.

Agora, a defesa tenta converter a prisão em regime domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, para que mãe e filha possam receber os cuidados médicos adequados fora do ambiente prisional.

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