Marinha começa amanhã a patrulhar portos do Rio e de São Paulo; 750 homens serão mobilizados no estado

A Marinha informou neste domingo que começa nesta segunda-feira (6) a patrulhar os portos de Itaguaí e Santos, em no Rio de Janeiro e em São Paulo com o objetivo de combater o tráfico de drogas e de armas. A medida é parte da ação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) autorizada na…

A Marinha informou neste domingo que começa nesta segunda-feira (6) a patrulhar os portos de Itaguaí e Santos, em no Rio de Janeiro e em São Paulo com o objetivo de combater o tráfico de drogas e de armas.

A medida é parte da ação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) autorizada na última quarta (1) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para enfrentar a crise na segurança pública no Rio. Exército e Aeronáutica também participarão do esforço.

Além dos portos mencionados, os militares vão atuar nos aeroportos do Galeão, no Rio, e de Guarulhos, na Grande SP. O porto e o aeroporto paulistas foram incluídos na operação por serem as principais portas de entrada de passageiros e cargas do país.

Neste domingo (5), a Marinha detalhou sua atuação, que contará com 1.900 militares, navios, carros anfíbios e viaturas blindadas, entre outros. Serão 750 fuzileiros navais nos portos fluminenses e 350 no porto paulista.

A Marinha também conduzirá ações nas baías de Guanabara e de Sepetiba e nos acessos marítimos ao porto de Santos, “reforçando o patrulhamento e a inspeção naval nas áreas marítimas adjacentes”. Os militares vão atuar embarcados e cães farejadores serão empregados.

Ao todo, o governo anunciou 3.700 pessoas no esforço. A Aeronáutica ficará responsável pelas operações em aeroportos, e o Exército reforçará o patrulhamento das fronteiras brasileiras.

As GLOs são operações que autorizam militares a atuar com poder de polícia em determinados locais. Ocorrem em situações em que há o esgotamento das forças tradicionais de segurança pública e devem ser feitas em caráter episódico, em área restrita e por tempo limitado.

O anúncio da GLO aconteceu nove dias após uma série de ataques de milicianos no Rio, com 35 ônibus e um ter incendiados. A ação coordenada se deu em represália pela morte de Matheus da Silva Rezende, o Faustão, um dos líderes da maior milícia do estado.

O ataque foi o maior já registrado contra o transporte público do Rio de Janeiro, causando diversos transtornos para a população.

Ainda em outubro, três médicos foram assassinados após um deles ser confundido com um miliciano jurado de morte por um grupo rival.

Com informações da Folha de S. Paulo.

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