A Marinha detalhou na tarde desta segunda-feira (6) sua atuação na Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que mobilizou 1,9 mil militares da força. O decreto começou a valer hoje e irá até maio de 2024. Comandante da força de fuzileiros da esquadra, almirante Renato Ferreira, informou que a maior parte do efetivo está no estado do Rio. Em Itaguaí, há 200 militares e, em Santos, mais um batalhão, um navio de patrulha oceânico e navios próprios da região.
“É uma GLO no mar, vamos atuar nas áreas de entrada, em áreas dos portos em patrulhamento, com patrulha naval para coibir qualquer ato ilícito que aconteça na Baía de Guanabara”, explicou.
“Essa operação reforça o lema da própria Marinha de proteger nossas riquezas e valorizar a nossa gente. Valoriza o comércio exterior que acontece no mar”, acrescentou.
O almirante explicou que a operação vai ser uma articulação entre as inteligências das forças envolvidas para analisar as informações recebidas para direcionar as ações mais pontuais, além dos patrulhamentos. Nas fiscalizações desta segunda, nada foi apreendido até 15h30.
Um dos objetivos da ação é coibir eventuais intercâmbios entre os criminosos que atuam entre os portos do Rio e Santos.
A GLO foi autorizada pelo presidente Lula na quarta-feira (1º). O principal objetivo é o fortalecimento do combate ao tráfico de drogas e de armas, além de outras condutas ilícitas de repercussão nacional e internacional.
No primeiro dia do regime no Rio de Janeiro, militares da Marinha e agentes da Guarda Portuária montaram postos de fiscalização nos acessos ao Porto do Rio. Na entrada da Avenida Brasil, no Caju, todos os veículos eram inspecionados. Homens utilizavam espelhos, por exemplo, para checar por baixo dos carros.
Cães farejadores estavam a postos. Quem chegava ao porto a pé também era abordado.
“Nós não estamos tratando das Forças Armadas substituindo as polícias estaduais, no caso a Polícia Militar e a Polícia Civil, mas de uma tarefa de fiscalização e que hoje impacta, simultaneamente, a segurança nacional e a própria soberania”, disse o ministro Flávio Dino.
“Nós temos porções do território nacional submetidas à autoridade quase que exclusiva de organizações criminosas. Acho que o presidente Lula acertou ao acolher essa sugestão que nós transmitimos a ele”, emendou.
Com informações do g1
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