O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou neste sábado (25) que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva precisará escolher entre EUA e China como principal parceiro comercial do Brasil. A declaração foi feita durante voo entre Israel e Catar, antes da Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), na Malásia, onde Donald Trump e Lula devem se encontrar.
Reunião entre Trump e Lula será foco de tensões comerciais
Rubio confirmou que Trump pretende “explorar maneiras de resolver questões bilaterais”, com destaque para disputas comerciais e tarifas sobre exportações brasileiras. Segundo o republicano, o objetivo dos EUA é reforçar laços econômicos com o Brasil e reduzir a influência chinesa na América do Sul. “A longo prazo, acreditamos que é benéfico para o Brasil nos ter como parceiro de escolha, em vez da China”, afirmou Rubio a jornalistas, segundo a agência Reuters.
Lula nega imposições americanas e busca diálogo amplo
Em Kuala Lumpur, Lula disse estar aberto ao diálogo com Trump sobre temas que vão desde tarifas e comércio até a crise venezuelana, mas negou que o governo norte-americano tenha imposto condições prévias para uma negociação bilateral. “Não há pré-condições. Estamos dispostos a conversar sobre tudo o que for necessário para o interesse do Brasil”, declarou o presidente.
Ministros já defendem aproximação com os EUA
Apesar das declarações cautelosas de Lula, membros do próprio governo têm sinalizado uma reaproximação com Washington. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou no último dia 16 que a “dominância da China sobre o setor de minerais críticos” representa uma oportunidade estratégica de sinergia com os EUA, especialmente em áreas como transição energética e mineração sustentável.
Contexto geopolítico
A disputa por influência sobre o Brasil ocorre em meio ao aumento da tensão entre EUA e China, em um cenário global marcado por tarifas, guerras comerciais e reposicionamento diplomático. A reunião entre Lula e Trump, prevista para ocorrer durante a Asean, promete definir o rumo da política externa e econômica brasileira nos próximos meses.






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