Marçal cria conta nova no Instagram e desafia Justiça Eleitoral; decisão que suspendeu postagem do laudo falso proibia outros perfis

A manobra do candidato deve ser revertida pela Justiça em breve

Após a suspensão do seu perfil no Intagram por causa da publicação do laudo falso sobre Boulos, decisão que proibia também novos perfis, Marçal decidiu burlar a decisão e criar uma nova conta.

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo derrubou, por 48 horas, o perfil no Instagram do candidato, decisão foi tomada após o influenciador publicar um laudo falso para acusar o candidato Guilherme Boulos (PSOL) de ser usuário de cocaína. 

A manobra do candidato deve ser revertida pela Justiça em breve. Isso porque o despacho do juiz de garantias do município de São Paulo, Rodrigo Capez, determina que “caso haja demonstração de que outros perfis ou contas utilizados pelo representado Pablo Henrique Costa Marçal estejam sendo utilizados com idêntica finalidade, a mesma indisponibilização será decretada”.

Na decisão deste sábado, 5, o juiz também requisitou à Polícia Federal a instauração de inquérito policial para apuração dos fatos. “Onde serão avaliados os pedidos de busca e apreensão e afastamento de sigilo de dados e comunicações”, diz a decisão. A corporação já abriu investigação. Por outro lado, o magistrado negou o pedido de prisão do candidato do PRTB, feito pela campanha de Guilherme Boulos.

Para o juiz eleitoral de garantias, a publicação do laudo falso por Marçal teve “o nítido propósito de interferir no ânimo do eleitor”. “Caso haja demonstração de que outros perfis ou contas utilizados pelo representado Pablo Henrique Costa Marçal estejam sendo utilizados com idêntica finalidade, a mesma indisponibilização será decretada”, avisa o magistrado.

Há pelo menos oito evidências de falsificação do laudo divulgado na última sexta-feira, 4, por Pablo Marçal (PRTB) para acusar Guilherme Boulos (PSOL), seu adversário na disputa pela Prefeitura de São Paulo, de ter sido internado devido a um surto psicótico causado pelo consumo de cocaína, segundo apurou o Estadão.

Com informaçõesda Coluna do Estadão, no jornal Estado de São Paulo

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