Mãe e padrasto têm prisão convertida para preventiva por morte brutal de menina de 2 anos no Rio

Exames indicaram mais de 70 hematomas e lesões internas; necropsia apontou espancamento

A Justiça do Rio converteu a prisão em flagrante para preventiva da mãe e do padrasto acusados de matar brutalmente uma menina de 2 anos, na última sexta-feira (4), na Penha, Zona Norte da cidade. Géssika de Souza Anacleto, de 30 anos, e Nicolas Souto Mesquita, de 28, alegaram que a criança havia se engasgado, mas laudos médicos revelaram um cenário de violência extrema.

De acordo com reportagem publicada por O Dia, o casal levou a criança já em parada cardiorrespiratória ao Hospital Estadual Getúlio Vargas (HEGV), onde os profissionais de saúde identificaram sinais evidentes de maus-tratos e acionaram a polícia. Exames revelaram a presença de 72 hematomas, lesões em múltiplos órgãos e hemorragia interna — elementos incompatíveis com um acidente doméstico.

Na decisão judicial que decretou a prisão preventiva, o juiz destacou a gravidade do crime e os indícios de autoria: “Segundo os depoimentos prestados em sede policial e o exame de necropsia, a menor A.J. apresentava lesão de múltiplas vísceras, fruto de ação contundente. Ou seja, há fortes indícios de que a morte trágica da criança não tenha sido um acidente, mas decorrente de uma ação dolosa.”

Versão contraditória e laudos chocantes

Inicialmente, Géssika e Nicolas disseram aos médicos que a menina se engasgou. Depois, na delegacia, afirmaram que os hematomas se deviam a quedas recorrentes da criança e à sua pele “muito clara”. A mãe admitiu ainda que o padrasto havia fumado maconha no dia da morte.

A versão foi desmontada pelo resultado da necropsia realizada no Instituto Médico Legal (IML) Afrânio Peixoto. O laudo indicou hematomas por toda a extensão do corpo da vítima — na cabeça, tronco, braços, pernas e face — além de lesões internas no tórax, pulmões, traqueia e boca. A causa da morte foi registrada como “hemorragia interna e lesão polivisceral causada por ação contundente”.

Com base nessas evidências, a Polícia Civil concluiu que mãe e padrasto agrediram a criança de forma contínua, com emprego de tortura e sem chance de defesa por parte da vítima, que estava sob sua guarda. Ambos foram autuados em flagrante por homicídio qualificado.

O caso está sendo investigado pela 22ª DP (Penha), que já trata o crime como um dos mais bárbaros dos últimos anos na região.

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