O vereador Leniel Borel, pai do menino Henry Borel, afirmou nesta segunda-feira (23) que a condenação de Monique Medeiros, mãe da criança, e do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, o padrasto, é o “mínimo” esperado da Justiça. O julgamento do ex-casal, acusado pela morte de Henry, em março de 2021, começou nesta manhã no 2º Tribunal do Júri, no Centro do Rio.
Ao chegar ao Fórum, Leniel falou sobre os cinco anos de “luto e luta” pela morte do filho e ressaltou a brutalidade do crime. “A condenação é o mínimo para aqueles dois monstros. Três pessoas entraram vivas no apartamento. Depois, uma criança saiu morta. O que aconteceu com o meu filho naquele apartamento? Acho que não vão falar o que ocorreu”, desabafou. Ele também destacou que já convive mais tempo com a ausência do do que com a presença do menino.
Caso teve versões contestadas por laudo
Na época, os réus alegaram que Henry teria sofrido um acidente doméstico, após cair da cama. A versão, no entanto, foi descartada pelo laudo do Instituto Médico-Legal, que apontou 23 lesões provocadas por ação violenta, além de hemorragia interna e laceração hepática.
As investigações da Polícia Civil concluíram que o menino era submetido a uma rotina de agressões e que a mãe tinha conhecimento das violências.
Jairinho responde por homicídio qualificado, enquanto Monique é acusada de homicídio por omissão. Ambos estão presos desde 2021.
A defesa de Jairinho, representada pelo advogado Fabiano Lopes, alega que os laudos do IML foram manipulados por peritos e policiais. Já o assistente de acusação, Cristiano Medina da Rocha, classifica as provas como “irrefutáveis”, afirmando que Monique abdicou do “dever sagrado” de proteger o filho.
O julgamento
O júri popular conta com sete jurados e deve ouvir 27 testemunhas ao longo dos próximos dias. Caso sejam considerados culpados, as penas de Jairinho e Monique podem ultrapassar os 50 anos de reclusão.
O julgamento ocorre sob forte comoção. A segurança no entorno do Fórum foi reforçada devido à presença de manifestantes que pedem justiça em memória do menino






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