O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), provocou novo desconforto dentro do PL do Rio de Janeiro após cumprir, nesta segunda-feira (13), uma agenda em Duque de Caxias ao lado da família Reis, grupo político que mantém aliança com o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), na disputa pelo governo estadual.
Segundo informações publicadas pelo jornal O Globo, a visita não foi comunicada previamente aos dirigentes estaduais da legenda nem ao pré-candidato do partido ao Governo do Estado, o deputado Douglas Ruas.
Encontro com o clã Reis
Durante a passagem pela Baixada Fluminense, Flávio Bolsonaro foi recebido pelo prefeito de Duque de Caxias, Netinho Reis (MDB), e também esteve com o deputado estadual Rosenverg Reis.
A agenda chamou atenção porque a família Reis comanda o MDB fluminense e integra a base política de Eduardo Paes. Jane Reis é candidata a vice-governadora na chapa encabeçada pelo prefeito carioca, enquanto Washington Reis permanece como uma das principais lideranças políticas do grupo.
A aproximação gerou incômodo entre integrantes do PL, que esperavam maior alinhamento político nas agendas do presidenciável no estado.
Impasse sobre o Senado aumenta pressão
O episódio ocorre em meio à insatisfação de dirigentes do partido com a demora de Flávio Bolsonaro para definir quem será o candidato do PL ao Senado pelo Rio de Janeiro.
A vaga ficou em aberto após o ex-governador Cláudio Castro desistir da disputa. Desde então, o partido avalia principalmente os nomes do senador Carlos Portinho e do deputado federal Carlos Jordy.
Nos bastidores, integrantes da legenda afirmam que a indefinição alimenta especulações de que Flávio Bolsonaro estaria preservando a vaga como alternativa caso decida não disputar a Presidência e concorrer à reeleição para o Senado.
Avaliação interna
Segundo a reportagem, há avaliação dentro do PL de que a demora na definição da chapa beneficia o grupo político de Eduardo Paes, que já trabalha com as pré-candidaturas de Pedro Paulo (PSD) e Benedita da Silva (PT) ao Senado.
Além do impasse eleitoral, a agenda em Duque de Caxias reforçou o desconforto de dirigentes do partido, que consideram necessário maior alinhamento entre a estratégia nacional da campanha presidencial e a articulação política no Rio de Janeiro.






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