Mãe de mulher morta no Pechincha desabafa: ‘Meu coração está em pedaços’

No 1° Dia das Mães sem a filha, Ana Paula afirmou que vive um momento de dor intensa

Ana Paula Rodrigues usou as redes sociais neste domingo (10) para falar sobre o primeiro Dia das Mães sem a filha, Thamires Rodrigues de Souza Peixoto, de 28 anos. A jovem foi morta a tiro na última quinta-feira (7), durante uma briga de trânsito no Pechincha, na Zona Sudoeste do Rio. O policial civil que efetuou o disparo está preso.

No texto publicado pela manhã, Ana Paula afirmou que vive um momento de dor intensa.

“Hoje é Dia das Mães… e meu coração está em pedaços. É o segundo Dia das Mães sem a minha mãe. E agora, é o primeiro sem a minha filha… minha menina, minha companheira, meu bebê grande. Hoje eu choro como filha. Choro como mãe. Choro como avó”, desabafou.

Ela também relembrou a rotina que mantinha com Thamires: “Sinto falta da minha filha, das ligações diárias, das chamadas de vídeo, do pagode tocando enquanto ela arrumava a casa, do ‘mãe, cheguei’. Mas no meio dessa dor imensa, existe uma verdade que ninguém pode tirar: o amor continua”.

“Eu amei e continuo amando minha filha até a eternidade. E sigo aqui, sendo mãe, sendo avó, tentando transformar lágrimas em força para cuidar das nossas meninas. Hoje o dia está difícil. Hoje dói. Mas também é um dia de honra. Feliz Dia das Mães para nós, que amamos além do tempo, além da ausência, além da vida. O amor não morre, ele atravessa gerações”.

Thamires deixou duas filhas, de 4 e 6 anos. As crianças estão sendo amparadas pela família.

Policial presta depoimento

O policial civil Frede Uilson Souza de Jesus admitiu em depoimento que atirou contra o carro de aplicativo onde estava Thamires Rodrigues de Souza Peixoto sem conseguir visualizar o interior do veículo.

Segundo o agente, os vidros do automóvel eram escuros e ele acreditou que poderia estar sendo vítima de um assalto durante a discussão de trânsito.

Passagem por outros crimes

Questionado pelos investigadores sobre a possibilidade de recuar o veículo para evitar a aproximação, Frede afirmou que se assustou e “ficou estagnado”. Segundo ele, o tiro foi disparado no momento em que o carro passou ao lado do veículo dele.

As investigações também apontam que o policial já havia sido alvo de outras ocorrências entre 2007 e 2020. De acordo com o inquérito, há seis anotações criminais anteriores, sendo quatro por violência doméstica, uma por lesão corporal e outra por injúria.

A Justiça do Rio destacou, ao decretar a prisão temporária do agente, a gravidade da conduta e o risco que ele poderia representar em liberdade.

Família se despede

Thamires estava no banco do passageiro do carro de aplicativo quando foi atingida. Ela chegou a ser socorrida, mas morreu após dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento da Cidade de Deus.

O corpo da vítima foi enterrado neste sábado (9), no Cemitério de Irajá. A filha mais nova de Thamires completou quatro anos no mesmo dia do sepultamento.

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