Maduro mobiliza civis e tropas após avanço de embarcações dos EUA no Caribe

Governo venezuelano acusa Washington de preparar invasão e coloca fuzis nas mãos de civis sob argumento de ‘defesa nacional’

O governo de Nicolás Maduro elevou a tensão com os Estados Unidos ao anunciar a mobilização de tropas e o armamento de civis diante da aproximação de embarcações norte-americanas no Caribe. A medida, apresentada como uma resposta à “ameaça militar mais letal e extravagante da história”, foi acompanhada de pronunciamentos inflamados de altos dirigentes chavistas, informam as agências internacionais.

Em rede nacional, o ministro do Interior e vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), Diosdado Cabello, afirmou que o Estado decidiu entregar armas ao povo para garantir a proteção do país. “De acordo com a Constituição, o monopólio das armas pertence ao Estado; o Estado decidiu que as armas do país estejam nas mãos do povo, para sua proteção”, declarou. “Estamos em uma fase de agressão, de cerco”, completou.

Milícias bolivarianas em áreas estratégicas

Nos últimos dias, o governo venezuelano ordenou exercícios militares permanentes e convocou civis para treinamento e alistamento, com instrução no manejo de fuzis. Imagens transmitidas pela TV estatal mostram membros da Milícia Bolivariana em formação, marchando em áreas estratégicas e realizando simulações de combate.

O alerta militar foi intensificado após forças dos Estados Unidos destruírem pelo menos quatro embarcações de supostos narcotraficantes, em operação que deixou 21 mortos. Caracas classificou o episódio como “execuções extrajudiciais” e “sentença de morte em alto-mar”. Em resposta, o governo venezuelano pediu que o Conselho de Segurança da ONU impeça os EUA de cometer o que chamou de “crime internacional”.

Trump diz que age contra cartéis de drogas ligados a Maduro

O presidente americano Donald Trump justificou as ações militares afirmando que se tratam de operações contra cartéis de drogas “vinculados a Maduro”. O líder venezuelano nega qualquer envolvimento e acusa Washington de fabricar um conflito para justificar uma eventual invasão.

A escalada de tensões reacende o temor de um confronto direto entre os dois países. Analistas alertam que o discurso de mobilização popular e o armamento de civis por parte do regime chavista podem aprofundar a instabilidade interna e aumentar o risco de incidentes armados nas fronteiras e no mar do Caribe.

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