Operação para prender Maduro deixa ao menos 80 mortos, diz jornal americano NYT

Fonte venezuelana relata mortes de civis e militares e detalha ação dos EUA na Venezuela

Pelo menos 80 pessoas morreram durante a operação que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, segundo informou o jornal americano The New York Times. Entre as vítimas estariam civis e soldados, de acordo com um alto funcionário da Venezuela ouvido sob condição de anonimato.

A fonte afirmou ao jornal que o número de mortos pode aumentar à medida que novas informações forem confirmadas pelas autoridades locais. As mortes teriam ocorrido durante confrontos e bombardeios em diferentes pontos estratégicos do país.

As primeiras estimativas divulgadas na noite de sábado (3) apontavam cerca de 40 mortos. No entanto, o balanço foi revisado para cima na tarde deste domingo (4), após a consolidação de dados preliminares.

Detalhes da ofensiva militar dos EUA

De acordo com o New York Times, mais de 150 aeronaves americanas participaram da operação, com o objetivo de neutralizar os sistemas de defesa aérea da Venezuela. A ação teria aberto caminho para a entrada de helicópteros militares que transportaram tropas até locais considerados estratégicos.

Imagens divulgadas por agências internacionais mostraram incêndios no complexo militar de Fuerte Tiuna, em Caracas, considerado o maior da Venezuela. O local teria sido um dos alvos centrais da ofensiva.

Após a captura, Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores, foram retirados do país sob forte esquema de segurança. Ambos teriam sido detidos ainda em Caracas por agentes envolvidos na operação.

Transferência e chegada aos Estados Unidos

O avião que transportava Nicolás Maduro e sua esposa pousou na Base Aérea da Guarda Nacional de Stewart, no estado de Nova York. O presidente venezuelano desembarcou algemado, escoltado por mais de uma dezena de agentes federais, vestindo roupas de tom cinza claro.

A aeronave utilizada na transferência foi um Boeing 757-200 do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que partiu da Baía de Guantánamo, em Cuba. Durante a operação, o espaço aéreo de parte da região do Caribe foi temporariamente fechado.

Ainda no sábado, a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, anunciou que Maduro será julgado pela Justiça americana em um tribunal federal de Nova York.

Acusações e transporte naval

Segundo Pam Bondi, Nicolás Maduro e Cilia Flores foram formalmente acusados de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para tráfico de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, além de conspiração para posse de armas de uso restrito.

Antes de serem levados aos Estados Unidos, o casal presidencial teria sido transportado por helicóptero das Forças Armadas americanas até o navio de guerra Iwo Jima, da Marinha dos EUA, que estava posicionado no mar do Caribe desde o fim do ano passado.

A embarcação possui estrutura para operações combinadas aéreas e terrestres, com helicópteros, aviões e fuzileiros navais a bordo, sendo utilizada como base avançada durante a ação militar.

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