O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, foram arrancados à força do quarto onde dormiam durante a ofensiva militar dos Estados Unidos contra o país.
A ação ocorreu no meio da madrugada e fez parte de um ataque de grande escala que incluiu bombardeios em várias cidades venezuelanas e culminou na prisão do líder do regime chavista.
Segundo informações sobre a operação, o casal foi surpreendido enquanto dormia. A missão foi conduzida pela Força Delta, unidade de elite do Exército dos Estados Unidos, especializada em operações de alto risco.
De acordo com um oficial americano, não houve baixas entre os militares envolvidos. Até o momento, não há dados confirmados sobre mortos ou feridos em território venezuelano em razão dos ataques. A Venezuela acusa governo Trump de agressão militar.
Captura acompanhada por Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que assistiu ao vivo à captura de Maduro. Segundo ele, a ação foi transmitida em tempo real por agentes que participaram da missão em Caracas, permitindo que acompanhasse cada etapa da operação.
Trump declarou ainda que segue decidindo sobre o futuro político da Venezuela após a prisão do presidente venezuelano e afirmou que Maduro está a caminho de Nova York, sendo transportado em um navio da Marinha norte-americana.
Ataque adiado por condições climáticas
O presidente americano revelou que o ataque estava originalmente previsto para ocorrer quatro dias antes, mas acabou sendo adiado devido a condições climáticas desfavoráveis. Segundo ele, a operação foi reprogramada assim que houve uma janela considerada segura para a execução da missão militar.
Trump afirmou também que chegou a conversar com Maduro cerca de uma semana antes da ofensiva e que o governo venezuelano tentou negociar uma saída pacífica do poder.
De acordo com Trump, houve uma tentativa final de negociação por parte de Caracas, já nos momentos que antecederam o ataque. Ele disse que representantes do governo venezuelano buscaram um acordo para evitar a ação militar. Na entrevista, o presidente americano declarou que não aceitou a proposta apresentada. Segundo ele, a decisão foi seguir com a ofensiva planejada.
Explosões e caos em Caracas
Durante a madrugada, uma série de explosões atingiu Caracas. Moradores relataram tremores, barulho intenso de aeronaves voando em baixa altitude e correria nas ruas. Ao menos sete explosões foram ouvidas em um intervalo de cerca de 30 minutos, e parte da capital ficou sem energia elétrica, principalmente nas proximidades da base aérea de La Carlota, no sul da cidade.
Vídeos que circularam nas redes sociais mostram colunas de fumaça saindo de instalações militares e aviões sobrevoando a capital em baixa altitude, reforçando o clima de tensão vivido durante a ofensiva.
Resposta do governo venezuelano
Logo após o início dos ataques, o governo da Venezuela divulgou um comunicado afirmando que o país estava sob ataque militar. O texto informa que Maduro assinou um decreto declarando estado de comoção exterior em todo o território nacional, com o objetivo declarado de proteger a população, garantir o funcionamento das instituições e convocar a mobilização política e social.
No comunicado, Caracas acusou os Estados Unidos de promover uma agressão imperialista, com o objetivo de tomar recursos estratégicos do país, especialmente petróleo e minerais, e impor uma mudança de regime. O governo venezuelano afirmou ainda que se reserva ao direito de exercer legítima defesa e convocou países da América Latina e do Caribe a se manifestarem em solidariedade.
Maduro na mira de Washington
A pressão sobre o governo venezuelano vinha se intensificando desde agosto, quando os Estados Unidos elevaram para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão de Maduro. Desde então, Washington reforçou a presença militar no Mar do Caribe e passou a adotar medidas mais duras contra Caracas.
Inicialmente, a Casa Branca sustentava que a mobilização militar tinha como foco o combate ao narcotráfico internacional. Com o tempo, autoridades americanas passaram a indicar que o objetivo final era derrubar o governo Maduro. Em novembro, os Estados Unidos classificaram o Cartel de los Soles como organização terrorista e acusaram o presidente venezuelano de liderar o grupo.
Petróleo, sanções e desfecho da ofensiva
Nas últimas semanas, militares americanos apreenderam navios petroleiros da Venezuela e Trump determinou um bloqueio contra embarcações alvo de sanções. O presidente dos EUA também acusou Maduro de roubar recursos americanos e afirmou que Washington tem interesse estratégico nas reservas de petróleo venezuelanas, consideradas as maiores do mundo.
A captura de Maduro, acompanhada ao vivo pelo próprio Trump, marca o episódio mais dramático de uma escalada que já vinha sendo desenhada há meses e abre um período de profunda incerteza sobre o futuro político da Venezuela e o impacto regional da ofensiva americana.






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