Morreu, na madrugada desta quinta-feira (12), o músico, cantor e compositor Eduardo Gallotti, aos 58 anos, vítima de câncer. Referência no mundo do samba, ele se destacou pelo trabalho de pesquisa em defesa da preservação de pérolas do gênero, além da intensa participação em rodas na Lapa, como Sobrenatural e Mandrake, e em Niterói, como o Candongueiro. O velório e o enterro do artista foram hoje à tarde no cemitério São João Batista.
Entusiasta do carnaval de rua, Galotti venceu sambas nos blocos Simpatia É Quase Amor, Suvaco do Cristo, Bloco de Segunda e Barbas. Apaixonado por samba, começou sua jornada na música ainda jovem, quando largou a faculdade de Biologia em 1984 para fazer shows na noite.
Se apresentava em bares dos bairros da Lapa, Botafogo e Baixo Gávea. Também comandou rodas no Clube dos Democráticos, na Rua do Riachuelo, nos anos 2000, sendo um dos grandes responsáveis pela “revitalização” do samba, ao lado de nomes como Teresa Cristina, Nilze Carvalho, Pedro Miranda, Pedro Paulo Malta, Alfredo Del-Penho e outros.
Nos últimos meses, chegou a postar vídeos tocando cavaquinho dentro do hospital, onde realizava sessões de quimioterapia. Apesar das internações, Galotti, que era torcedor fanático do Fluminense, enfrentou o câncer nas cordas vocais bravamente e fazia questão de demonstrar otimismo.






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