Luta interna no governo pelo controle do conselho da Petrobras terá novo embate amanhã

A disputa interna no governo por influência no comando da Petrobras ganhará nesta semana um novo round, com a avaliação nos comitês internos da companhia dos nomes indicados para o conselho de administração. Amanhã, o comitê de elegibilidade da petroleira se reune para avaliar os pareceres sobre cada um dos oito nomes enviados pelo governo…

A disputa interna no governo por influência no comando da Petrobras ganhará nesta semana um novo round, com a avaliação nos comitês internos da companhia dos nomes indicados para o conselho de administração.

Amanhã, o comitê de elegibilidade da petroleira se reune para avaliar os pareceres sobre cada um dos oito nomes enviados pelo governo para serem submetidos à assembleia de acionistas que se reúne em 27 de abril.

No próprio conselho, já se sabe que o comitê vai apontar impedimentos legais para que dois dos três indicados pelo ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira, assumam os cargos por não se enquadrarem nos critérios estabelecidos pela lei das estatais – o atual secretário de Óleo e Gás do ministério, Pietro Mendes, que assumiria a presidência do conselho, e o diretor da Agência Nacional de Águas, Victor Saback.

Pela lei das estatais, não podem participar de conselho “representante de órgão regulador ao qual a empresa está sujeita” ou “representante de ministro de estado”. É o caso desses dois indicados do ministro.

As informações são de Malu Gaspar, do Globo on-line.

 A discussão vem ocorrendo desde que a lista de indicados foi divulgada, no início de fevereiro. E nesse meio tempo dois nomes já foram trocados pelo governo – um do presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, e um do próprio Silveira.

Prates discorda das indicações do ministro e não esconde isso nem de parceiros no governo e nem de seus interlocutores na Petrobras. Para ele, o problema com essas indicações não é propriamente a desobediência à lei das estatais.

Nos bastidores, o presidente da Petrobras e seus aliados no PT dizem temer que os conselheiros indicados por Silveira formem uma espécie de bancada do Centrão na companhia – ou até mesmo um núcleo bolsonarista.

Na semana passada, o ministro já teve que trocar um dos nomes, depois que o usineiro Carlos Eduardo Turchetto renunciou à indicação alegando “razões pessoais”. O veto a seu nome também vinha sendo considerado certo na companhia, já que, por atuar no setor de energia, é considerado concorrente da Petrobras – o que configura conflito de interesses.

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