Lula visita acampamento indígena no DF e promete apoio contra invasores

O ex-presidente Lula (PT) visitou hoje (12) o Acampamento Terra Livre (ATL) em Brasília, que é coordenado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil. Ao anunciar o encontro, ontem, Lula disse que iria para “ouvir as demandas e dialogando com os indígenas, que vêm sofrendo tanto nesse governo”. É a 18° edição do ATL e…

O ex-presidente Lula (PT) visitou hoje (12) o Acampamento Terra Livre (ATL) em Brasília, que é coordenado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil. Ao anunciar o encontro, ontem, Lula disse que iria para “ouvir as demandas e dialogando com os indígenas, que vêm sofrendo tanto nesse governo”.

É a 18° edição do ATL e a maior mobilização indígena registrada até os dias de hoje, que contou com a participação de cerca de 8 mil pessoas entre os dias 04 e 14 de abril. O foco da campanha desse ano foi “Retomando o Brasil: Demarcar Territórios e Aldear a Política”.

O encontro de Lula com os indígenas ocorre num momento dramático.

Ao menos dois indígenas morreram e cinco ficaram feridos em um conflito armado na tarde de ontem (11), entre as comunidades Tirei e Pixanehabi, na Terra Indígena Yanomâmi. A informação foi confirmada pelo presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena Yanomami e Ye’kuana (Condisi-YY), Júnior Hekurari Yanomami.

As duas comunidades ficam na região do Xitei, onde há forte presença do garimpo ilegal.

O ação livre e impune do garimpo ilegal põe em conflito indígenas que são a favor da ação criminosa, em troca de vantagens, e a maioria, que defende que a região se mantenha livre de invasores.

Ao mesmo tempo, o Ministério Público Federal (MPF) foi até à Justiça Federal apresentar um novo pedido que obriga a União a retomar ações de proteção e operações policiais contra o garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami.

A informação foi revelada nesta segunda (11) depois da divulgação de uma denúncia da Hutukara Associação Yanomami de que os garimpeiros obrigavam com que mulheres e adolescentes fizessem sexo em troca alimentos básicos.

A medida foi adotada depois que o MPF concluiu que as operações feitas em 2021 pelo Governo Federal foram insuficientes.

Assista ao vídeo em que se ouvem os tiros e se vê o desespero dos indígenas:

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