Lula vai ao RS, relembra passado e critica avanço da direita no estado

Em ato no Centro de Porto Alegre, presidente relembra trajetória sindical, critica o avanço da direita no Rio Grande do Sul e participa de carreata com aliados

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, voltou ao Rio Grande do Sul nesta segunda-feira (19) para uma mobilização eleitoral em Porto Alegre e aproveitou a passagem pela capital gaúcha para resgatar sua trajetória política e sindical. Em discurso diante de apoiadores, Lula criticou o crescimento da direita no estado e afirmou que a história gaúcha está ligada à resistência política e à luta contra a ditadura militar.

A visita marcou a primeira agenda pública do presidente após o debate presidencial contra Flávio Bolsonaro (PL), realizado pela Band. Lula chegou ao Rio Grande do Sul durante a tarde e participou de uma concentração no Centro Histórico de Porto Alegre, nas proximidades do Largo dos Açorianos.

Acompanhado de lideranças do PT, parlamentares, governadores eleitos e da primeira-dama Janja, o presidente destacou sua ligação com o movimento sindical gaúcho e afirmou que visitar o estado representa um reencontro com parte de sua própria história.

“Vir ao Rio Grande do Sul é visitar um pedaço da minha história”, declarou Lula, durante uma coletiva de imprensa realizada antes da carreata.

Lula relembra trajetória sindical no Rio Grande do Sul

Ao falar sobre sua relação com o estado, Lula recordou a primeira viagem que fez a Porto Alegre, quando havia sido recentemente promovido à presidência do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, em São Paulo.

Na ocasião, segundo o presidente, encontrou duas lideranças que posteriormente ocupariam o governo gaúcho: Olívio Dutra e Tarso Genro.

Naquele período, Olívio era presidente do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, enquanto Tarso atuava como advogado da entidade.

O presidente destacou que esses encontros ajudaram a construir vínculos políticos e pessoais com o Rio Grande do Sul, especialmente por meio do movimento sindical e da formação histórica do Partido dos Trabalhadores.

“Tenho muita relação com o povo gaúcho, que tem muita relação com o PT e com o movimento sindical”, afirmou.

A lembrança foi utilizada pelo candidato à reeleição para destacar a importância do estado em sua trajetória política e reforçar os laços com lideranças históricas da esquerda gaúcha.

Presidente critica crescimento da direita no estado

Um dos momentos centrais do discurso ocorreu durante a carreata pelas ruas de Porto Alegre, quando Lula fez críticas ao avanço de forças políticas de direita no Rio Grande do Sul.

O presidente afirmou que a tradição política gaúcha, em sua avaliação, está associada à resistência democrática e aos movimentos de oposição à ditadura militar.

“Lamentavelmente, teve um tempo que a direita ganhou espaço nesse estado. Pela sua história, pela sua tradição, esse não pode ser um estado com predominância de direita. Esse estado é um símbolo da resistência brasileira, é um símbolo da resistência contra a ditadura militar”, declarou.

A manifestação ocorreu na reta final do segundo turno presidencial, marcado para o próximo domingo (25), quando Lula enfrentará Flávio Bolsonaro nas urnas.

Ao abordar a história política do Rio Grande do Sul, o presidente procurou associar sua trajetória sindical à atuação de movimentos sociais e lideranças políticas que participaram da resistência ao regime militar.

A crítica à direita também marcou o tom eleitoral do evento, realizado em um momento de intensificação das agendas públicas dos candidatos à Presidência.

Lula canta que é gaúcho durante carreata

A mobilização começou por volta das 16h, com a concentração de apoiadores na região entre as avenidas Loureiro da Silva e Borges de Medeiros, no Centro Histórico da capital.

Lula chegou ao local aproximadamente às 17h30 e participou inicialmente de uma coletiva de imprensa, acompanhado de integrantes de sua campanha e lideranças políticas.

Durante a conversa com jornalistas, o presidente também abordou questões relacionadas à abertura dos sigilos bancário e telefônico de seus filhos e à entrega de documentos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os detalhes dessas manifestações não foram apresentados na reportagem original.

Após a coletiva, Lula seguiu em carreata pelas ruas da capital gaúcha, acompanhado de aliados políticos.

Em cima de um carro de som, o presidente participou de discursos e manifestações de apoio à sua candidatura.

Em determinado momento, pegou o microfone e puxou um canto entre os participantes:

“Ucho, ucho, ucho, o Lula é gaúcho.”

A manifestação foi seguida de novas referências à sua relação com o Rio Grande do Sul e à importância histórica do estado para sua trajetória política.

Janja, Olívio Dutra e governadores participam do ato

O evento reuniu integrantes do PT e representantes de diferentes setores políticos ligados à candidatura de Lula.

Entre os participantes estavam o senador Paulo Paim (PT), o ex-governador Olívio Dutra (PT), a ex-deputada Manuela d’Ávila (PSOL) e os deputados federais Paulo Pimenta, Elvino Bohn Gass e Maria do Rosário.

Também participou da mobilização Edegar Pretto, ex-presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e coordenador da campanha presidencial de Lula no Rio Grande do Sul.

A primeira-dama Janja acompanhou o presidente durante a visita.

A agenda contou ainda com a presença dos governadores eleitos da Bahia, Rui Costa, e do Piauí, Rafael Fonteles, ambos do PT.

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