Entrevistado pela Rádio Gaúcha na manhã desta terça-feira (30), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou que considera a hipótese de uma aliança com o ex-governador Geraldo Alckmin, mas espera ainda a definição do seu partido. Lula elogiou o ex-governador e espera que ele se filie ao PSB, para que seja possível costurar um acordo nacional com o PT: “Tive extraordinária relação com ele e quero uma chapa para ganhar a eleição e mudar o País”.
Iniciamente, Lula brincou com as especulações: “Eu já tenho 23 vices e oito ministros da Fazenda. E eu nem sou candidato ainda.”
Depois, declarou que sempre teve bom relacionamento com políticos de oposiço. E citou exemplos:
“Quand fui presidente da República eu tive uma extraordinária relação com o Alckmin. Eu tive uma extraordinária relação com o Serra. Eu tive uma extraordinária relação com a Yeda Crusius. Eu tive uma extraordinária relação com o Rigotto. Eu não criava diferença nas minhas relações com os entes federados. Não queria saber de que partido era a pessoa.”
Em seguida, Lula falou especificamente sobre a possibilidade de aliança com Alckmin:
“O Alckmin foi um governador responsável em São Paulo. Ele agora está numa definição de partido político, entrando num processo de conversar. Na hora em que eu definir se vou ser candidato, vamos ver se é possível a gente construir uma aliança política. Mas primeiro temos que saber em que partido o Alckmin vai entrar. Mas eu quero construir uma chapa para ganhar as eleições. E quero construir uma chapa para mudar outra vez a história deste país.”
Lula lembrou que em fevereiro ou março, o partido vai se reunir e decidir se vai oficializar ou não a sua candidatura.
Lula disse que “o Brasil vive um momento de desesperança, de letargia, de ódio, de descrédito na política e eu tenho andado pelo país para mostrar que fora da política não há saída pro Brasil. Ou a gente resolve com política, com os partidos políticos, ou teremos aventuras e aventura não dá certo. Bolsonaro é um exemplo disso, assim como o Collor foi outro exemplo disso. Sempre que lançam alguém de fora da política, que não gosta da política, o resultado sempre é pior. O Bolsonaro é uma anomalia do ódio estabelecido contra o PT na eleição de 2018. O Brasil não merecia Bolsonaro.”, acrescentou.
Assista à entrevista de Lula à Rádio Gaúcha, clicando no link abaixo:






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