Lula se reúne nesta quarta-feira com Campos Neto para aliviar as tensões na relação entre o Executivo e o BC

O presidente Lula (PT) tem nesta quarta-feira (27) seu primeiro encontro desde a posse com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em uma reunião que também contará com a presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT). Segundo fontes consultadas pela Reuters, o objetivo da reunião será aliviar as tensões na relação entre…

O presidente Lula (PT) tem nesta quarta-feira (27) seu primeiro encontro desde a posse com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em uma reunião que também contará com a presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT). Segundo fontes consultadas pela Reuters, o objetivo da reunião será aliviar as tensões na relação entre o Executivo e o BC.

O encontro está marcado oficialmente na agenda do presidente para as 17h30. A única reunião anterior de Lula com o presidente do BC, nomeado por Jair Bolsonaro (PL), ocorreu em dezembro de 2022, durante o período de transição de governo.

Desde então, a relação entre os dois se deteriorou. Lula passou a responsabilizar Campos Neto pelas decisões do Banco Central de manter as taxas de juros elevadas até junho, posição que também foi adotada por muitos membros do PT.

A pedido de Haddad, Lula por um tempo evitou mencionar Campos Neto especificamente. No entanto, recentemente, mesmo após a primeira decisão do Banco Central de reduzir a taxa de juros, com um voto de desempate de Campos Neto, Lula retomou as críticas e manifestou preocupação com as altas taxas de juros.

Lula enfatizou a importância de ter recursos disponíveis para investimento a juros mais baixos, destacando que o presidente do Banco Central deve agir em prol do Brasil e não de outros países. Ele expressou essas preocupações durante um evento em Fortaleza.

Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic pela segunda vez consecutiva, diminuindo-a em 0,5 ponto percentual e estabelecendo-a em 12,75% ao ano.

Lula é o primeiro presidente a assumir o cargo após a promulgação da autonomia do Banco Central, uma medida sancionada por Jair Bolsonaro no início de 2021.

Com informações do 247.

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