O presidente Lula (PT) formalizou as indicações de sete diplomatas para a chefia de embaixadas do Brasil, entre as quais as dos Estados Unidos, Reino Unido, França e Argentina.
Com a decisão, Lula reabilita alguns diplomatas que haviam sido perseguidos e colocados na geladeira por Jair Bolsonaro.
Os indicados são Maria Luiza Ribeiro Viotti, embaixadora nos EUA; Antonio Patriota, embaixador no Reino Unido e Irlanda do Norte; Julio Glinternick Bitelli embaixador na Argentina; Ricardo Neiva Tavares, embaixador na França e no Principado de Mônaco; Paulino Franco de Carvalho Neto, embaixador no Egito e na Eritreia; Sérgio França Danese, representante permanente na ONU; Everton Vieira Vargas, embaixador na Santa Sé.
As mensagens com as indicações foram publicadas na edição desta terça-feira (21) Diário Oficial da União. Os nomes terão de ser aprovados pelo Senado para que possam assumir os postos no Exterior.
As indicações de Viotti, Patriota e Danese já eram aguardadas. Caso tenha o nome aprovado, Viotti será a primeira mulher a ser embaixadora do Brasil nos EUA, um dos cargos mais prestigiados do exterior.
Viotti, que atuou nas Nações Unidas e foi embaixadora na Alemanha, chegou a ser cotada como ministra das Relações Exteriores do governo Lula, porém o cargo ficou com o atual chanceler, Mauro Vieira.
Indicado para assumir a embaixada no Reino Unido, Patriota foi ministro das Relações Exteriores no primeiro de Dilma Rousseff, entre 2011 e 2013.
Carvalho Neto chegou a ser indicado por Bolsonaro para chefiar a embaixada na França, porém Lula reviu a escolha. Agora, foi designado para o Egito, enquanto Lula escolheu Ricardo Tavares para o posto na França.
Para a Argentina, outro posto considerado estratégico no Brasil, Lula optou por Bitelli, então embaixador no Marrocos. Ele já chefiou as embaixadas na Tunísia e na Colômbia.





