Em encontro com comunicadores da campanha nesta terça-feira (18), o ex-presidente Lula (PT) afirmou que sua militância não pode se concentrar apenas em desmontar a rede de fake news bolsonarista.
Para ele, é preciso dar espaço às propostas de sua chapa para o país.
Além disso, Lula afirmou que os governos anteriores do PT precisam servir de prova contra, por exemplo, a narrativa de que, se eleito, o ex-presidente pretende fechar igrejas – o que não é verdade.
“A gente não pode ficar apenas tentando rebater as mentiras deles. É preciso que ao rebater as mentiras a gente passe a nossa mensagem das coisas positivas que existem e vão existir nesse país, parte das propostas que estão no programa de governo, parte das coisas que nós já fizemos. É preciso que a gente coloque em cada resposta a uma crítica uma proposta, para que o povo saiba que nós sabemos o que fazer quando ganharmos as eleições. A gente não pode ficar apenas como se fosse alvo, com escudo tentando rebater as críticas. Rebater as críticas é necessário, mas dizer o que nós vamos fazer e dizer as coisas que são importantes para o Brasil é extremamente necessário. É por isso que eu espero que a gente consiga organizar as forças democráticas desse país para a gente enfrentar o negacionismo, a barbárie, o fascismo que tenta se implantar nesse país e em outros países do mundo. O Bolsonaro não está sozinho. O Bolsonaro está ligado a uma corrente de extrema direita no mundo que já governa a Hungria, que agora ganhou a Itália, e que tem muitas disputas em vários países da Europa”.
“É preciso que a gente tenha noção que o ‘zap’ [WhatsApp] é a grande arma que ele utiliza para passar suas mentiras, e nós não podemos ficar apenas respondendo às mentiras dele, esclarecendo que não vai fechar igreja. É só mostrar o que a gente fez. Ele sabe que fomos nós que regulamos a lei, em 2003, para que tivesse liberdade religiosa nesse país. Ele sabe disso, mas conta essa mentira todo santo dia e vai parecendo que é verdade. Nós não podemos só ficar repetindo ‘o Lula não vai fechar igreja’. Nós temos prova histórica. Eu fui presidente oito anos, não oito dias. A Dilma foi presidenta quase seis anos. Nós temos história de que a nossa relação com a igreja é a mais democrática, a mais saudável possível. A gente não pode apenas desmentir, mas mostrar o que foi feito nesse país. O que foi feito na questão econômica, na questão da Saúde, na questão ecológica”, concluiu.





