O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deixou Moscou neste sábado (10) e embarcou para Pequim, onde participará da cúpula do Fórum China-Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos). O encontro ocorre em um contexto de crescente tensão econômica entre os Estados Unidos e países latino-americanos, especialmente devido à recente crise tarifária impulsionada por medidas protecionistas de Washington.
Na capital chinesa, Lula terá uma nova reunião bilateral com o presidente Xi Jinping. A expectativa é que os dois líderes avancem em acordos estratégicos nas áreas de indústria, energia, mineração, ciência e tecnologia, desenvolvimento sustentável e turismo. Além disso, o fortalecimento das exportações brasileiras para a China, principal parceiro comercial do Brasil, estará no centro das negociações.
Segundo informações da equipe de comunicação da Presidência, a comitiva que acompanha Lula em Pequim será mais robusta do que a que esteve presente em Moscou, refletindo o peso econômico e político da relação com o governo chinês. Estão previstos na delegação ministros, senadores e deputados.
A visita à China marca a segunda passagem de Lula pelo país asiático em seu terceiro mandato. A primeira ocorreu em 2023, quando também foi recebido por Xi e firmou memorandos de entendimento em diversas frentes.
Antes de seguir para Pequim, Lula participou, na Rússia, das comemorações pelos 80 anos da vitória soviética sobre o regime nazista. O evento foi sediado por Vladimir Putin e contou com homenagens e atos protocolares. Na ocasião, Lula também manteve conversas bilaterais com o presidente russo.
Histórico recente de viagens internacionais
A agenda internacional de Lula tem sido intensa em 2025. Esta é a sexta viagem do presidente ao exterior neste ano. Em fevereiro, ele foi ao Uruguai para acompanhar a posse do novo presidente Yamandú Orsi, que assumiu após cinco anos de governo de centro-direita.
Já em março, Lula embarcou para a Ásia em uma série de compromissos. Passou por Tóquio, onde se encontrou com o imperador Naruhito e discutiu relações comerciais, e seguiu para o Vietnã, onde permaneceu por dois dias negociando acordos nas áreas de ciência, economia, meio ambiente e cultura.
Mais recentemente, Lula também esteve no Vaticano para prestar homenagens ao papa Francisco, falecido no último mês, durante uma cerimônia realizada na Basílica de São Pedro.
Agora, em Pequim, o presidente busca fortalecer ainda mais o eixo Sul-Sul e consolidar alianças estratégicas diante de um cenário global marcado por disputas comerciais e rearranjos geopolíticos.





