Lula e ministros do STF tratam anistia como ataque à Corte em encontro no Planalto

Reunião entre Lula, Fachin e Alexandre de Moraes reforçou posição contra proposta que beneficia investigados do 8 de janeiro

O projeto de lei que concede anistia a envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro e pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro foi classificado como uma afronta ao Supremo Tribunal Federal em encontro no Palácio do Planalto nesta terça-feira. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu os ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes, ocasião em que o tema foi tratado como inconstitucional.

O encontro aconteceu quando Fachin entregou a Lula o convite para a cerimônia de sua posse como presidente da Corte, marcada para 29 de setembro. Durante a conversa, Moraes acompanhou o colega, já que assumirá a vice-presidência no próximo biênio.

Planalto mobiliza aliados
A visita ocorreu na véspera da votação do requerimento de urgência do projeto de anistia na Câmara, previsto para esta quarta-feira. O governo tenta barrar a iniciativa articulando com ministros ligados ao Centrão, que foram acionados para influenciar suas bancadas contra o avanço da proposta.

Fachin sucederá Luís Roberto Barroso na presidência do STF e comandará o Poder Judiciário até 2027. A nova gestão contará com Moraes como vice, que já atua de forma central nos processos relacionados ao 8 de janeiro.

Símbolo de resistência
Após a reunião, Lula, Fachin e Moraes posaram para foto diante do relógio de Balthazar Baltimore, peça histórica do século XVII destruída durante os ataques de 2023. O objeto, trazido ao Brasil pela família real portuguesa, foi restaurado graças a uma parceria entre o governo e a embaixada da Suíça, tornando-se um símbolo da reconstrução após a violência do episódio.

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