Durante seu discurso na Assembleia-Geral da ONU nesta terça (24), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abordou temas centrais como o equilíbrio de gênero nas lideranças globais e a classificação de Cuba como um país que defende o terrorismo. Lula foi aplaudido ao mencionar a ausência de mulheres à frente do cargo de secretário-geral da ONU, uma posição que, até hoje, jamais foi ocupada por uma mulher.
“Não existe equilíbrio de gênero no exercício das mais altas funções. O cargo de secretário-geral jamais foi ocupado por uma mulher”, afirmou Lula, sob aplausos.
Outro ponto relevante de seu discurso foi a defesa de Cuba. Lula declarou que o país não pode continuar sendo classificado como uma nação que apoia o terrorismo. Essa postura reafirma o retorno do Brasil à oposição ao embargo econômico imposto pelos Estados Unidos à ilha, retomada no governo Lula após a interrupção da tradição diplomática brasileira durante o mandato de Jair Bolsonaro.
Desde 1992, a Assembleia-Geral aprova anualmente uma resolução condenando o embargo, com apenas Estados Unidos e Israel votando contra, enquanto a Ucrânia se absteve na votação do ano passado.
Lula também destacou o compromisso de sua gestão com a erradicação da fome no Brasil. “Acabar com a fome no Brasil é o compromisso maior do meu governo”, afirmou o presidente, reforçando a importância de políticas sociais para a redução da desigualdade no país.
Com informações da Folha de S.Paulo





