O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (16) que as críticas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu adversário na disputa pela Presidência, ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), estão relacionadas ao processo que levou à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai do candidato.
Em entrevista ao canal Desce a Letra Show, no YouTube, Lula disse que Flávio tem “bronca” com Moraes por causa do processo contra Jair Bolsonaro, e não pelas suspeitas relacionadas ao Banco Master, que provocaram uma crise interna no Supremo.
“A obsessão deles é pegar o Alexandre de Moraes. Mas eles não querem brigar com o Alexandre pelo Banco Master. Não é por isso que eles tem raiva. Ele [Flávio Bolsonaro] tem rabo preso ao Banco Master mais do que qualquer outra pessoa. A raiva dele do Alexandre é porque o Moraes mandou prender o cara que mandou matar a Marielle, ele tem raiva porque o Moraes mandou prender o pai dele e os golpistas do 8 de Janeiro”, afirmou o presidente durante entrevista ao podcast.
O presidente também elogiou a atuação de Moraes à frente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições de 2022 e afirmou que o ministro prestou “grandes serviços” à democracia brasileira naquele período.
“Ele foi presidente do TSE na eleição que eu ganhei. Ele sabe, o Brasil sabe, a tentativa que o Bolsonaro fez para destruir a credibilidade das urnas brasileiras, que é o processo eleitoral mais moderno e mais rápido”, declarou o petista.
Moraes entra no centro da campanha presidencial
As declarações ocorrem um dia depois de Flávio Bolsonaro usar sua propaganda eleitoral para associar Lula a Moraes e à crise enfrentada pelo Supremo. O candidato do PL afirmou que o presidente teria dividido o poder com o ministro e disse que o governo decidiu atuar ao lado de uma parcela da Corte.
A estratégia tem colocado o STF no centro do confronto eleitoral. Flávio vem explorando as controvérsias envolvendo Moraes, enquanto Lula defende que as suspeitas relacionadas ao Banco Master sejam investigadas independentemente de quem esteja envolvido.
O presidente já havia afirmado que Moraes e o ministro André Mendonça deveriam ser responsabilizados caso investigações comprovassem irregularidades. Também defendeu que todos os suspeitos sejam investigados e criticou o que classificou como “vazamentos seletivos” das apurações.







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