Recordista entre ex-presidentes em viagens ao exterior, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve iniciar o terceiro governo com agenda internacional intensificada.
Já em janeiro, Lula tem prevista viagem aos Estados Unidos para ficar frente a frente com o presidente norte-americano, Joe Biden. O compromisso, que deverá ser um dos primeiros do petista em 2023, não encontrou espaço para ocorrer neste ano, durante o período da transição.
As informações são do Metrópoles.
Os dois líderes devem tratar de desafios comuns às duas nações, como combate à mudança climática, garantia da segurança alimentar, promoção da inclusão e da democracia e questão migratória.
O petista fez duas viagens internacionais ainda em novembro como presidente eleito: para o Egito, durante a 27ª Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), a COP27; e Portugal, para encontro com o presidente Marcelo Rebelo de Sousa.
Mesmo com a diplomação prevista para 12 de dezembro, Lula deve mesmo deixar para o ano que vem as próximas agendas internacionais.
A política externa de Lula no período de 2003 a 2010 ficou marcada por protagonismo do Brasil em um momento de boom das commodities, além do fortalecimento dos laços com países vizinhos da América Latina e da África.
Agora, Lula pretende retomar o “soft power” (quando um país exerce influência sobre outro para além do poderio militar e econômico) brasileiro, principalmente por meio da Amazônia e das questões climáticas.
Em 2003, o petista fez 33 viagens ao exterior, distribuídas por todos os continentes, mas com foco em países da Europa e da África. Lula aproveitou a afinidade histórica que aproximava o Brasil do continente africano para aprofundar as relações bilaterais com países daquele continente.
No primeiro ano do segundo mandato, em 2007, Lula fez 37 viagens ao exterior, sendo a maioria visitas a chefes de Estado.
Para comparação, o presidente Jair Bolsonaro (PL) — que acabou prejudicado pelas restrições impostas pela pandemia da Covid-19— viajou ao exterior majoritariamente para eventos protocolares, isto é, para participar de solenidades como as Cúpulas do Mercosul e do G20.
As visitas de Estado de Bolsonaro concentraram-se em nações governadas por conservadores alinhados à sua agenda pessoal e trouxeram pouco retorno ao Brasil em termos de acordos ou parcerias de negócios.





