Lula defende regulação global das redes sociais: ‘Muito sexo e jogatina’

Presidente participa de fórum em Barcelona, critica desinformação nas plataformas digitais e cobra mudanças na governança internacional, incluindo a ONU

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, neste sábado (18), a regulação global das redes sociais durante participação em um fórum com líderes de esquerda em Barcelona. Segundo ele, as plataformas digitais têm sido dominadas por conteúdos de ódio, desinformação e práticas nocivas, o que exige uma atuação mais firme dos Estados.

Ao lado do primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez, Lula afirmou que, sem regulação, será impossível controlar o funcionamento dessas plataformas. O presidente criticou o que chamou de “indústria da mentira” e disse que a liberdade de expressão não pode ser usada como justificativa para a disseminação de violência verbal e informações falsas.

“Vamos ser cada vez mais duros porque, se o Estado não agir, a gente não controla as chamadas plataformas digitais, que, de rede social, não tem nada. Pouco social e muito ódio, muita promiscuidade, muito sexo, muita jogatina e muito pouco social”, afirmou Lula.

Encontro reúne líderes internacionais

O encontro reuniu cerca de 20 líderes internacionais, entre eles Gustavo Petro, Claudia Sheinbaum e Gabriel Boric. Lula destacou que o debate sobre regulação digital não é exclusivo do Brasil e deve ser tratado como uma questão global, especialmente em contextos eleitorais.

O presidente também voltou a criticar a atuação da Organização das Nações Unidas, afirmando que o órgão perdeu capacidade de mediação internacional. Segundo ele, decisões unilaterais de potências globais enfraquecem o papel da entidade, especialmente no Conselho de Segurança.

Durante o discurso, Lula citou conflitos internacionais e questionou a legitimidade de intervenções militares realizadas sem aval da ONU. Ele também defendeu a ampliação da representatividade no Conselho de Segurança, com a inclusão de países da África e da América Latina, como o Brasil.

Na agenda internacional, o presidente ainda deve seguir para Hannover e depois para Lisboa, em compromissos que marcam uma das últimas viagens internacionais previstas em seu atual mandato.

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