Lula defende reforma política e critica participação do Congresso no Orçamento

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender uma reforma política durante entrevista ao programa Canal Livre, da Band, exibida neste domingo (27). Segundo Lula, a mudança nas regras é necessária para alterar a relação entre governo, partidos, Congresso e sociedade e deveria criar legendas com programas e compromissos públicos mais definidos.…

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender uma reforma política durante entrevista ao programa Canal Livre, da Band, exibida neste domingo (27). Segundo Lula, a mudança nas regras é necessária para alterar a relação entre governo, partidos, Congresso e sociedade e deveria criar legendas com programas e compromissos públicos mais definidos.

“Vai mudar quando a gente fizer uma reforma política nesse país, que precisa ser feita para criar partido sério, que tenha manifesto, que tenha compromisso com a sociedade, que tenha bandeiras, que tenha programa e que tenha um comportamento ético”, afirmou.

Lula também criticou o modelo atual de financiamento das campanhas e defendeu o fim do Fundo Eleitoral. O presidente disse que mudou de posição sobre o mecanismo, do qual já havia sido defensor, e afirmou que o modelo atual contribuiu para o que classificou como “promiscuidade política”.

Divergência

Ao falar sobre a relação entre Executivo e Legislativo, Lula fez uma distinção entre as divergências políticas e a atuação do Congresso na aprovação de medidas do governo. Ele citou a reforma tributária e a PEC da Transição como exemplos de propostas aprovadas durante seu terceiro mandato.

“Com toda a divergência que temos, temos que levar em conta que, do ponto de vista da governança, o Congresso contribuiu muito com as coisas que quisermos fazer”, afirmou.

Em seguida, o presidente voltou a criticar a influência do Congresso sobre o Orçamento da União. “Não é possível a gente continuar com o Congresso com 50% do orçamento da União”, disse. A declaração foi apresentada por Lula como parte de um problema que, segundo ele, precisaria ser enfrentado por meio de mudanças no sistema político.

Para Lula, uma reforma política encontra resistência porque atinge diretamente interesses de parlamentares e partidos. “Quando se trata da reforma política, você está mexendo com o interesse pessoal de cada deputado, de cada partido político”, afirmou.

O presidente reconheceu que a aprovação de uma mudança ampla não seria simples, mas defendeu que o processo seja levado adiante. “Eu vou conseguir com facilidade? Não. Mas se eu não fizer, ninguém faz”, declarou.

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