O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta sexta-feira (6) a criação de um hub internacional da Gol Linhas Aéreas no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, no Rio de Janeiro. O projeto prevê ampliar a conectividade global do terminal e reforçar o papel da cidade como principal porta de entrada do turismo estrangeiro no Brasil.
O anúncio ocorreu durante agenda oficial no aeroporto, com a presença do prefeito Eduardo Paes, do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, além de executivos da companhia aérea.
Durante o evento, também foi confirmada uma nova ligação direta entre o Galeão e o aeroporto John F. Kennedy, em Nova York. A rota tem início previsto para julho de 2026 e deverá contar com três voos semanais operados pela Gol.
A estratégia prevê concentrar passageiros vindos de diversas cidades brasileiras no Galeão, de onde partirão voos internacionais operados pela empresa. A expansão faz parte de um plano de crescimento apoiado na chegada de novas aeronaves de longo alcance.
Projeção de aumentar PIB do Rio em R$ 50,6 bilhões
A iniciativa integra a estratégia de expansão internacional da companhia a partir do Rio de Janeiro. Para viabilizar o novo trajeto, a Prefeitura do Rio informou que pretende conceder um incentivo de cerca de R$ 6 milhões, como parte da política de estímulo à ampliação das rotas internacionais.
Estudos apresentados pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico indicam que a consolidação do Galeão como hub internacional poderá gerar efeitos relevantes na economia. A projeção é que, em dez anos, a iniciativa possa aumentar o PIB do estado do Rio de Janeiro em R$ 50,6 bilhões e criar cerca de 684 mil empregos.
Paes diz que anúncio é marco de recuperação do Galeão
Durante o evento, o prefeito Eduardo Paes destacou que o anúncio representa um marco na recuperação do movimento do Galeão, que nos últimos anos sofreu forte redução no número de passageiros.
“Qualquer pessoa que esteja aqui e seja carioca sabe que esse aeroporto praticamente fechou. Quando chegamos, no início de 2023, o que havia aqui era um deserto”, afirmou o prefeito.
Paes ressaltou que o crescimento das rotas internacionais vai além do transporte de passageiros e também tem impacto direto na logística de cargas.
“Quando a gente pensa em voo, a gente pensa sempre só em passageiro, mas tem uma carga. Isso faz com que o custo das mercadorias para quem consome no Rio ou para quem exporta pelo Rio de Janeiro aumente ou diminua, e tem uma série de impactos muito importantes”, disse.
Segundo o prefeito, para que novas rotas internacionais se tornem sustentáveis é fundamental que o aeroporto funcione como um centro de conexões. “Se não tiver conexão para outros lugares, o voo internacional não vem”, afirmou.
Galeão como centro de conexões internacionais
O CEO da Gol, Celso Ferrer, afirmou que a companhia pretende iniciar um voo direto entre o Rio de Janeiro e Nova York a partir de julho. A rota deve marcar o início da nova etapa internacional da empresa com base no Galeão.
“Vamos voar para Nova Iorque daqui pro Galeão com voo direto a partir de julho”, disse o executivo a jornalistas durante o anúncio.
Segundo Ferrer, a decisão de concentrar a estratégia internacional no Rio reflete o crescimento recente da companhia no estado. De acordo com ele, cerca de 85% da expansão da Gol em 2025 ocorreu no mercado fluminense.
Expansão para a Europa
Além do mercado norte-americano, a companhia também prepara sua entrada em novas rotas para a Europa. O primeiro destino anunciado é Lisboa, em Portugal, ampliando a presença da Gol no mercado internacional.
“Tivemos coragem e vamos anunciar os primeiros voos para a Europa. O primeiro destino será Lisboa”, afirmou Ferrer.
A expectativa da empresa é que o Galeão funcione como um grande ponto de conexão para passageiros de todo o Brasil que pretendem viajar para destinos internacionais.
Nova frota marca fase de crescimento
O anúncio também coincide com um novo momento da companhia aérea, que encerrou seu processo de recuperação judicial há nove meses. A Gol confirmou a incorporação de cinco aeronaves de longo alcance para ampliar suas operações.
Durante seus 25 anos de operação, a empresa manteve uma frota padronizada com aviões Boeing 737, de corredor único e capacidade média para cerca de 180 passageiros.
Agora, a companhia passará a operar também o modelo Airbus A330-900neo, aeronave de fuselagem larga com dois corredores e capacidade entre 250 e 300 passageiros — quase o dobro dos aviões atuais.
Com os novos equipamentos, previstos para entrega entre este ano e o próximo, a Gol pretende fortalecer o Galeão como sua principal porta de entrada para voos internacionais.






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