Lula afirma em reunião do Brics que presença militar dos EUA no Caribe é ‘fator de tensão’

Em encontro por videoconferência, Lula defende solução pacífica para crise regional

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou a abertura de uma reunião virtual do Brics nesta segunda-feira para condenar a presença de forças militares dos Estados Unidos no mar do Caribe. O encontro reuniu os países que integram o bloco — Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul — e teve transmissão oficial pelo canal da presidência sul-africana no YouTube.

Crítica direta a Washington

Durante seu discurso, Lula afirmou que a movimentação da Marinha dos EUA coloca em risco a estabilidade regional.

— A presença das Forças Armadas da maior potência no mar do Caribe é um fator de tensão incompatível com a vocação pacífica desta região — declarou o presidente, em fala traduzida para o inglês.

A declaração ocorre num momento em que as relações entre os Estados Unidos e a Venezuela voltam a se deteriorar.

Contexto da mobilização militar

O envio de embarcações ao mar do Caribe foi confirmado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que justificou a ação como parte de uma estratégia de combate ao tráfico de drogas. A operação inclui navios de guerra e aeronaves de vigilância, segundo informações divulgadas pelo governo estadunidense.

Washington argumenta — sem apresentar provas — que o aumento da presença militar tem como objetivo interromper rotas de narcotráfico que passam pela região e que teriam como destino os Estados Unidos.

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