Lula acusa revista de publicar denúncias sem provas e anuncia medidas judiciais

Coligação do presidente contesta reportagem baseada em suposto depoimento de Daniel Vorcaro, do Banco Master, e afirma que divulgação das acusações tem motivação eleitoral

Adicione o Agenda do Poder como fonte preferencial no Google

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu à publicação de uma reportagem da revista Veja envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Em nota divulgada nesta sexta-feira (9), a coligação Brasil Pronto Para Mais classificou as acusações como infundadas e anunciou que pretende adotar medidas judiciais contra o que considera calúnias e possíveis irregularidades na divulgação das informações.

A manifestação ocorre em meio à disputa do segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro, entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL). Segundo a campanha petista, a reportagem teria sido construída a partir de um suposto depoimento de Vorcaro que, conforme sustenta a coligação, não possui registro formal na Polícia Federal.

A nota também questiona a ausência de provas que sustentem as acusações atribuídas ao banqueiro e afirma que a publicação pode interferir no debate eleitoral.

Campanha questiona suposto depoimento de Vorcaro

No comunicado, a coordenação da campanha de Lula critica a decisão da revista de levar o assunto à capa às vésperas da votação.

“É estarrecedor que, a duas semanas do segundo turno das eleições presidenciais, a revista VEJA estampe em sua capa acusações gravíssimas sem apresentar uma única prova”, afirma a nota.

A coligação sustenta que não existe registro, na Polícia Federal, do depoimento mencionado na reportagem. Também afirma não haver delação com esse conteúdo aceita pelas autoridades responsáveis pela investigação.

A campanha acrescenta que, segundo sua interpretação da própria publicação, a Procuradoria-Geral da República (PGR) não teria dado prosseguimento às acusações por falta de provas.

Essas afirmações representam a versão apresentada pela coligação. A existência e o conteúdo de eventuais documentos relacionados ao caso dependem de confirmação independente junto às autoridades competentes.

Governo cita investigação do Banco Master

Outro ponto destacado pela campanha é a atuação dos órgãos de controle durante o governo Lula. O comunicado argumenta que as investigações sobre irregularidades no Banco Master, a liquidação da instituição e a prisão de seu controlador ocorreram durante a atual administração federal.

Na avaliação da coligação, as acusações divulgadas agora seriam uma reação às medidas adotadas contra o banco e seus responsáveis.

A nota também questiona o tratamento dado a supostos pagamentos associados a integrantes do bolsonarismo. Segundo a campanha, haveria uma diferença na maneira como essas relações e as acusações contra o PT são apresentadas.

O comunicado menciona ainda Flávio Bolsonaro, afirmando que o senador teria sido citado em investigações relacionadas a contatos e pedidos de recursos ao banqueiro. A nota, porém, não apresenta documentos que permitam confirmar essas alegações.

Coligação anuncia reação na Justiça

Ao final do posicionamento, a campanha de Lula informa que pretende recorrer ao Judiciário para contestar a divulgação das acusações.

“Não aceitaremos que acusações sem provas e vazamentos seletivos sejam usados como arma eleitoral. As medidas judiciais cabíveis serão tomadas contra as calúnias e eventuais irregularidades na divulgação dessas informações”, afirma a coordenação da coligação Brasil Pronto Para Mais.

O comunicado não especifica quais ações serão apresentadas nem quando serão protocoladas.

A controvérsia acrescenta um novo episódio à disputa presidencial, em um momento de intensificação dos embates entre as campanhas. As acusações e contestações ainda precisam ser analisadas à luz dos documentos e das manifestações das partes envolvidas.

Relacionadas

Deixe um comentário

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo