‘Lua do Veado’ ilumina o céu do Brasil e antecede chuva dupla de meteoros

A Lua Cheia de julho poderá ser observada nesta quarta-feira (29) em todo o país, enquanto as chuvas de meteoros Delta Aquáridas do Sul e Alfa Capricornídeas atingem o pico entre quinta (30) e sexta-feira (31)

O fim de julho reserva uma sequência de fenômenos astronômicos que poderão ser observados no céu brasileiro. A programação começa nesta quarta-feira (29), com a ‘Lua Cheia do Veado’, também conhecida como Buck Moon, que poderá ser vista em todo o país.

A fase cheia terá início às 11h37, mas o melhor período para acompanhar o fenômeno será durante a noite, quando a Lua estará mais evidente no céu. A observação dependerá de condições meteorológicas favoráveis e de um horizonte sem obstáculos.

Em 2026, a Lua terá uma característica especial para os observadores do Hemisfério Sul: estará mais alta do que o habitual e, no momento da fase cheia, estará posicionada na constelação de Capricórnio.

Origem do nome da Lua do Veado

Segundo a NASA, o nome ‘Lua do Veado’ está relacionado a uma tradição do Hemisfério Norte. O período coincide com o início do verão na região, quando os veados machos começam a desenvolver novos chifres, formados principalmente por cálcio e fósforo e inicialmente cobertos por uma camada de pele aveludada.

A denominação, no entanto, é uma associação cultural e não significa que a Lua provoque ou influencie diretamente o crescimento dos chifres dos animais. Nomes atribuídos às luas cheias costumam ter origem em costumes e observações de diferentes povos ao longo da história.

Apesar de ser chamada de superlua em algumas referências, a Lua Cheia de julho segue um ciclo astronômico regular. O fenômeno poderá ser acompanhado a olho nu, sem a necessidade de telescópios ou binóculos.

Duas chuvas de meteoros chegam ao pico

Na noite desta quinta-feira (30) para a madrugada de sexta-feira (31), o céu também poderá apresentar dois fenômenos simultâneos: os picos das chuvas de meteoros Delta Aquáridas do Sul e Alfa Capricornídeas.

A Delta Aquáridas do Sul pode registrar até 25 meteoros por hora em condições favoráveis. Já a Alfa Capricornídeas costuma apresentar uma média de aproximadamente cinco meteoros por hora, mas chama atenção pela possibilidade de produzir as chamadas bolas de fogo, meteoros maiores, mais brilhantes e de deslocamento aparentemente mais lento.

A observação, porém, será prejudicada pela forte luminosidade lunar. De acordo com a Sociedade Americana de Meteoros, cerca de 98% da superfície da Lua estará iluminada na quinta-feira, o que poderá dificultar a visualização dos meteoros menos brilhantes.

Como observar os fenômenos no céu

Para aumentar as chances de acompanhar as chuvas de meteoros, a recomendação é procurar áreas afastadas da iluminação artificial das cidades. Locais escuros e com ampla visão do céu oferecem melhores condições para identificar os rastros luminosos.

Outra estratégia é posicionar a Lua atrás de árvores, prédios ou colinas, reduzindo a interferência de seu brilho. Aplicativos de astronomia também podem auxiliar na localização do radiante, região do céu de onde os meteoros parecem surgir.

Quanto mais alto o radiante estiver acima do horizonte, maiores serão as possibilidades de avistar as chamadas estrelas cadentes. Os fenômenos poderão ser observados em todo o Brasil a olho nu, desde que o céu esteja limpo e as condições climáticas permitam uma boa visibilidade.

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