O céu do Brasil terá uma sequência de fenômenos astronômicos entre esta quarta-feira (29) e a madrugada de sexta-feira (31), com a Lua Cheia do Cervo e o pico das chuvas de meteoros Delta Aquáridas do Sul e Alfa Capricornídeas. Os eventos poderão ser observados a olho nu, mas a luminosidade do satélite natural deve dificultar a visualização dos meteoros menos brilhantes.
Lua Cheia do Cervo será destaque no céu
A programação começa nesta quarta, quando ocorre a Lua Cheia do Cervo. O nome tradicional foi herdado de culturas indígenas da América do Norte, que relacionavam essa época do ano ao período de crescimento e renovação dos chifres dos cervos machos.
Em 2026, o fenômeno terá uma particularidade para os observadores do Hemisfério Sul. Durante a fase cheia, a Lua estará mais alta no céu do que costuma aparecer e ficará posicionada na constelação de Capricórnio.
A Lua Cheia também terá influência direta nas condições para acompanhar as chuvas de meteoros que atingirão o pico na mesma semana. O brilho intenso do satélite natural deve reduzir o contraste com os meteoros mais fracos, tornando a observação mais difícil.
Duas chuvas de meteoros terão pico simultâneo
Entre a noite de quinta-feira (30) e a madrugada de sexta-feira (31), a Delta Aquáridas do Sul e a Alfa Capricornídeas chegarão ao pico de atividade praticamente ao mesmo tempo. A coincidência transforma o período em uma das principais oportunidades para observar meteoros no fim de julho.
A Delta Aquáridas do Sul pode apresentar até 25 meteoros por hora em condições favoráveis. Já a Alfa Capricornídeas costuma registrar cerca de cinco meteoros por hora, mas chama atenção pela possibilidade de produzir as chamadas bolas de fogo.
Esses meteoros maiores e mais brilhantes também costumam apresentar um deslocamento aparentemente mais lento no céu. Mesmo com a atividade das duas chuvas, a expectativa é de que a Lua iluminada prejudique a percepção dos meteoros de menor intensidade.
Onde e como observar os fenômenos
De acordo com recomendações do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o ideal é procurar áreas afastadas das cidades e da iluminação artificial. Quanto mais escuro estiver o ambiente, maiores serão as chances de identificar os meteoros no céu.
Outra estratégia é manter a Lua fora do campo de visão, utilizando árvores, prédios ou elevações do terreno como barreira para reduzir o impacto de sua luminosidade. Aplicativos de astronomia também podem auxiliar na localização do radiante, região do céu de onde os meteoros parecem surgir.
Os fenômenos não exigem telescópios ou binóculos. A observação pode ser feita a olho nu em diferentes regiões do Brasil, desde que o céu esteja aberto e as condições meteorológicas sejam favoráveis. Para melhorar a experiência, recomenda-se permanecer alguns minutos no local para que os olhos se adaptem à escuridão.





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