Arthur Lira (PP-AL) deu uma celeridade inédita a casos de quebra de decoro parlamentar na sua gestão. Só que os casos envolvem dois deputados da oposição ao governo Bolsonaro, de quem Lira é aliado.
A informação é do jornalista Ricardo Noblat em blog no site Metrópoles.
Anteontem, o presidente da Câmara enviou duas representações ao Conselho de Ética protocoladas pelo presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, muito recentemente. Uma tem como alvo o deputado Glauber Braga (PSol-RJ) – apresentada esta semana – e outra contra Gleisi Hoffmann (PT-PR), requerida no último dia 26, seis dias antes.
Lira não está errado, opina Noblat. Agiu corretamente, enviando logo. A questão é que o presidente da Câmara não adotou o mesmo procedimento em processos envolvendo parlamentares bolsonaristas, informa o jornalista.
Levantamento do Blog do Noblat mostra que sete desses processos só foram enviados por Lira ao conselho um ano depois de protocolados. E todos envolvendo bolsonaristas: Eduardo Bolsonaro (3 casos), Bia Kicis (2 casos), Soraya Manato (PL-ES) e Carla Zambelli (PL-SP).
Outros quatro só foram enviados entre 10 a 11 meses depois de apresentados na Câmara e envolvem Eduardo Bolsonaro, Carlos Jordy (PL-RJ), Delegado Éder Mauro (PL-PA) e outro de Zambelli.
Lira também demorou a enviar casos de duas deputadas da oposição e que hoje respondem no Conselho de Ética: Talíria Petrone (PSol-RJ), seu caso só foi enviado sete meses depois, e Jandira Feghali (PCdoB-RJ), que demorou nove meses.
O outro processo que Eduardo Bolsonaro também responde — o das ofensas à jornalista Míriam Leitão — ele não protelou não; chegou mais rápido ao conselho, em oito dias. Foram três acusações de partidos contra o filho do presidente nesse casos. Todas foram juntadas numa só, mas ainda nem tem relator escolhido.






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