O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), líder da bancada do PT na Câmara, protocolou nesta segunda-feira (29) um pedido à Mesa Diretora para afastar o deputado Marcelo Freitas (União-MG) da relatoria do processo contra Eduardo Bolsonaro (PL-SP) no Conselho de Ética.
Na representação, Lindbergh sustenta que Freitas não reúne condições de atuar com imparcialidade. Ele cita um vídeo publicado pelo relator em suas redes sociais em que chama Eduardo de “amigo” e declara apoio incondicional ao governo de Jair Bolsonaro.
O líder petista também aponta que Freitas participou de manifestações a favor de anistia ampla aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e do protesto na Mesa Diretora em agosto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Bolsonaro. Além disso, lembra que o deputado já fez discursos em plenário atacando decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), classificando como “vergonha” possíveis condenações no processo do golpe.
Segundo Lindbergh, “o risco à imparcialidade é duplo: pela relação pessoal e pelos vínculos políticos e ideológicos com Eduardo Bolsonaro e seu grupo”.
O pedido defende que a relatoria seja repassada a um dos outros dois parlamentares sorteados para compor a lista tríplice: Duda Salabert (PDT-MG) ou Paulo Lemos (Psol-AP), ambos aliados do governo.
Eduardo Bolsonaro responde a processo por quebra de decoro parlamentar e abandono do cargo, após ser acusado pelo PT de articular, nos Estados Unidos, sanções contra autoridades brasileiras. A legenda sustenta que ele se vale da imunidade parlamentar para promover ações que atentam contra a ordem institucional.






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