Após diversos adiamentos, a licitação realizada pela Prefeitura do Rio de Janeiro para a criação de uma linha de barcas entre os aeroportos Santos Dumont e Tom Jobim, realizada nesta quarta-feira, não gerou interesse por parte de empresas. A Companhia Carioca de Parcerias e Concessões (CCPAR), responsável pelo projeto, anunciou que planeja relançar o edital, embora a data ainda não tenha sido definida. Antes disso, o mercado será novamente consultado para sugerir possíveis alterações nas condições da concessão, que serão analisadas pela administração municipal. De acordo com a Prefeitura, três grupos demonstraram interesse na iniciativa.
O novo edital será a terceira versão da Parceria Público-Privada (PPP). Os termos originais da concessão haviam sido modificados em julho deste ano, seguindo recomendações do Tribunal de Contas do Município (TCM). Entre as condições que serão reavaliadas, está o valor da passagem, que seria de R$ 22,50, para uma viagem que duraria aproximadamente 55 minutos, considerando o tempo de deslocamento e os intervalos entre as composições.
O investimento para a implantação do projeto era estimado em R$ 109,5 milhões, com base em estudos de viabilidade econômica elaborados pela iniciativa privada. A previsão é de que o serviço atenda cerca de 3,5 mil pessoas por dia, o que corresponderia a aproximadamente 10% do número de passageiros que utilizam o Aeroporto Tom Jobim diariamente. Para o município, o custo de implementação seria de R$ 24,9 milhões, com o restante dos investimentos a cargo da futura concessionária, que terá direito de explorar o serviço por 30 anos.
A ideia pela versão do edital que não teve interessados era que o serviço fosse feito por sete embarcações elétricas ou híbridas, com capacidade para transportar entre 60 e 100 passageiros.
A prefeitura do Rio optou por embarcações de baixo calado para evitar a necessidade de realização de obras de dragagem na região. O trajeto funcionaria todos os dias das 6h às 23h e durará cerca de 35 minutos entre duas estações: uma na região da Marina da Glória ao lado do Santos Dumont e outra na Ilha do Governador, na praia do Galeão.
Segundo o edital, o passageiro na chegada à estação na Estrada do Galeão, embarcaria em um dos quatro microônibus elétricos até o terminal de destino.
Com informações de O Globo.





