A disputa entre os deputados estaduais Alexandre Knoploch (PL) e Flávio Serafini (Psol), iniciada com uma confusão em frente ao comitê do psolista na Tijuca, ganhou uma nova frente na Justiça. Depois de ser denunciado pelo adversário, Knoploch contra-atacou e acionou o Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) contra Serafini.
A iniciativa foi apresentada na noite de terça-feira (29) e tem como alvo uma música reproduzida no comitê do psolista. A canção contém termos de cunho sexual e faz referência a Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República.
Knoploch sustenta que o conteúdo ultrapassa os limites da manifestação política e afirma que decidiu levar o caso à Justiça depois de ouvir a reclamação de uma mulher que passava pela região enquanto ele fazia campanha. O parlamentar já havia anunciado que denunciaria o conteúdo da música após o confronto de segunda-feira.
Música está no centro da denúncia
De acordo com a versão apresentada pelo deputado, ele distribuía panfletos nas proximidades do comitê quando uma mulher reclamou do conteúdo da música reproduzida no local. A letra utiliza expressões de conteúdo sexual ao fazer referência a Flávio Bolsonaro.
Knoploch argumenta que a execução da música em espaço aberto poderia atingir pessoas que circulavam pela região, inclusive crianças e idosos. O parlamentar também cita o conteúdo da canção ao relatar as circunstâncias que, segundo ele, deram origem à confusão ocorrida na segunda-feira (28).
Depois da conversa com a mulher sobre a música, ele diz que integrantes da campanha de Serafini se aproximaram e teriam tentado intimidá-lo. Imagens divulgadas após a confusão mostram o parlamentar discutindo com militantes e com uma arma na cintura. Em determinado momento, ele leva a mão em direção ao revólver, mas não chega a retirá-lo.
Knoploch também confirmou ter usado spray de pimenta durante o confronto. O deputado afirmou que recorreu ao produto depois de se sentir ameaçado pelas pessoas que estavam no local.
Serafini também acionou a Justiça
A denúncia de Knoploch ocorre em meio às medidas adotadas por Serafini após o mesmo confronto. O psolista apresentou uma notícia-crime ao Ministério Público Eleitoral (MPE) e também acionou o TRE-RJ.
Nesta quarta-feira (30), o MPE acolheu a notícia-crime apresentada por Serafini e pediu ao TRE-RJ autorização para que a polícia investigue Knoploch. A Procuradoria também solicitou a suspensão do porte de armas do deputado até o fim da campanha e restrições para que ele não se aproxime do comitê, dos atos e de integrantes da equipe do psolista. Os pedidos ainda precisam ser analisados pela Justiça.
Com a iniciativa de Knoploch, os dois parlamentares passam a buscar providências na Justiça a partir de versões diferentes sobre os acontecimentos na Tijuca. Caberá às autoridades analisar separadamente as acusações e os pedidos apresentados pelas duas partes.







Deixe um comentário