Kast ordena barreiras na fronteira do Chile contra imigração

Novo presidente chileno determina construção de barreiras físicas e reforço militar na divisa com a Bolívia para conter a entrada irregular de estrangeiros

O presidente do Chile, José Antonio Kast, determinou nesta quarta-feira (11) a construção de barreiras físicas na fronteira do país com a Bolívia como parte de um conjunto de medidas voltadas ao combate à imigração irregular.

O anúncio foi feito durante a cerimônia de assinatura dos primeiros decretos presidenciais do novo governo. Na ocasião, Kast pediu apoio ao chefe do Exército chileno, Pedro Varela, para reforçar o controle na região fronteiriça.

“Solicito a colaboração ativa no aumento do número de funcionários e também na construção de barreiras físicas para deter a entrada da imigração ilegal”, afirmou o presidente.

Plano Escudo de Fronteira

Entre os seis decretos assinados, o principal institui o chamado Plano Escudo de Fronteira, que determina aos ministérios da Defesa e do Interior a adoção de medidas mais rígidas para conter a entrada irregular de estrangeiros.

O plano prevê:

  • alterações na legislação para desencorajar a imigração irregular;
  • mudanças nas normas sobre o uso da força nas ações de controle fronteiriço;
  • construção de barreiras físicas em pontos considerados críticos da fronteira.

Reforço militar e tecnologia

Outro decreto determina que os ministérios da Defesa, do Interior e de Ativos Nacionais ampliem a presença militar na fronteira norte do país. Entre as medidas previstas estão:

  • aumento do contingente militar;
  • uso de drones e sensores para vigilância;
  • melhorias nos sistemas de comunicação e monitoramento.

Promessa de campanha

O combate à imigração irregular foi uma das principais bandeiras da campanha de Kast, cujo discurso tem sido comparado ao do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, especialmente em relação ao reforço do controle de fronteiras.

Número de imigrantes irregulares

Segundo dados oficiais, cerca de 337 mil estrangeiros vivem atualmente no Chile sem documentação regular. O país tem aproximadamente 20 milhões de habitantes, o que mantém o tema da imigração no centro do debate político nacional.

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