O PSD começou a discutir de forma mais aberta os caminhos que pretende seguir na corrida presidencial de 2026. Em meio às articulações para a formação de alianças e definição de candidaturas, o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, admitiu a possibilidade de o partido lançar uma chapa exclusivamente formada por integrantes da própria sigla, tendo o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como candidato à Presidência da República. A informação é do blog da jornalista Andréia Sadi, no portal g1.
Entre as hipóteses em análise está, inclusive, a possibilidade de Kassab ocupar a vaga de vice-presidente em uma eventual candidatura encabeçada por Caiado. Apesar disso, o dirigente afirmou que não tem interesse pessoal em integrar a chapa e ressaltou que a prioridade, neste momento, é fortalecer o projeto eleitoral do governador goiano.
Segundo Kassab, a definição sobre o formato da candidatura deverá ocorrer apenas nos próximos meses, com previsão de decisão em julho.
“Isso será decidido em julho. Não tenho nenhuma pretensão nesse sentido. Minha pretensão é que o Caiado ganhe a eleição”, disse Kassab ao blog.
A declaração reforça que o PSD ainda mantém diferentes alternativas sobre a mesa para a disputa presidencial e pretende avaliar o cenário político antes de tomar uma decisão definitiva.
Dois cenários em análise
Atualmente, a direção nacional do PSD trabalha com dois modelos principais para a eleição presidencial do próximo ano.
O primeiro prevê a candidatura de Ronaldo Caiado dentro de uma ampla coalizão de centro-direita, reunindo diferentes partidos e lideranças políticas. Nesse contexto, a legenda mantém conversas com potenciais aliados e analisa nomes que poderiam compor a chapa presidencial.
Entre os políticos citados nas articulações está o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que aparece como uma das possibilidades para integrar uma eventual composição eleitoral.
A estratégia busca ampliar a base de apoio da candidatura e consolidar um campo político alternativo tanto ao governo federal quanto aos principais grupos de oposição já posicionados para a disputa.
Chapa exclusivamente do PSD ganha força
O segundo cenário considerado pelo partido é a formação de uma chapa totalmente composta por filiados da legenda.
Nessa hipótese, tanto o candidato à Presidência quanto o vice-presidente seriam integrantes do PSD, reforçando a identidade partidária durante a campanha eleitoral.
Foi nesse contexto que surgiu a possibilidade de Gilberto Kassab ocupar a vaga de vice em uma chapa liderada por Caiado.
Embora tenha reconhecido que o tema está sendo discutido internamente, o dirigente evitou alimentar especulações sobre uma eventual candidatura própria e afirmou que a prioridade continua sendo a construção de um projeto competitivo para a eleição presidencial.
Negociações seguem em andamento
Nos bastidores, dirigentes do PSD avaliam que a definição antecipada de uma composição poderia limitar o espaço de negociação com outras legendas interessadas em construir uma candidatura de centro-direita.
Por esse motivo, a sigla pretende utilizar os próximos meses para aprofundar conversas, medir cenários eleitorais e avaliar possíveis alianças antes de formalizar qualquer decisão.
A estratégia também leva em consideração o calendário político, já que o segundo semestre tende a intensificar as articulações para a formação das chapas presidenciais e dos acordos estaduais.
Enquanto isso, Ronaldo Caiado segue sendo tratado como o principal nome do PSD para a corrida ao Palácio do Planalto, cenário que vem sendo reforçado por lideranças partidárias desde o início das discussões sobre as eleições de 2026.
Julho deve ser mês decisivo
A expectativa dentro do partido é que julho marque um ponto de inflexão nas negociações.
Até lá, o PSD pretende avaliar a viabilidade de alianças mais amplas e medir a receptividade de uma candidatura própria em âmbito nacional.
A partir dessas conversas, a legenda deverá decidir se buscará uma composição com outras forças políticas ou se apostará em uma chapa exclusivamente formada por seus quadros para disputar a sucessão presidencial.






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