Justiça suspende acordo sobre reajuste salarial de professores federais por não incluir entidade representativa

Andes ressalta que decisão judicial reflete compreensão da ilegitimidade da Proifes em participar do processo negocial em nome dos professores e professoras em nível federal

A 3ª Vara Federal de Sergipe determinou nesta quarta-feira (29) a suspensão do acordo entre o governo federal e representantes da Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico Técnico e Tecnológico (Proifes) sobre o reajuste salarial de docentes federais.

O termo, assinado pelos ministérios da Gestão e Inovação em Serviços Públicos e da Educação e representantes da Proifes, não incluiu o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), que participou das reuniões da mesa de negociação.

O juiz Edmilson da Silva Pimenta argumentou que os professores não representados pela Proifes seriam prejudicados pelo acordo, pois ele poderia finalizar a greve sem atender às demandas desses docentes.

A decisão judicial foi resultado de um pedido apresentado pela Associação dos Docentes da Universidade Federal de Sergipe (ADUFS), uma seção sindical do Andes. O acordo suspenso previa um reajuste de 9% na remuneração em janeiro de 2025 e mais 3,5% em maio de 2026.

O presidente do Andes, Gustavo Seferian, comemorou a decisão, afirmando que ela visa interromper uma “farsa” conduzida por uma entidade que, segundo ele, não representa os professores das universidades federais. Seferian destacou que a decisão judicial cria efeitos tanto para a Proifes, entidade que ele descreve como sem registro sindical, quanto para o governo federal, que agora está impedido de firmar acordos sobre carreira e remuneração docente com a Proifes.

Ele ressaltou que a decisão judicial reflete a compreensão da ilegitimidade da Proifes em participar do processo negocial em nome dos professores e professoras em nível federal, algo que o Andes vinha denunciando desde o início das negociações.

Com informações do Metrópoles.

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