Na madrugada de 24 de fevereiro de 2025, um incidente na zona norte do Rio de Janeiro resultou em dois homens baleados por um policial militar aposentado (foto). A juíza Alessandra da Rocha Lima Roidis, da 1ª Vara Criminal da Capital, decidiu não decretar a prisão preventiva do ex-PM Carlos Alberto de Jesus, autor dos disparos que atingiram o repórter Igor Melo de Carvalho e o mototaxista Thiago Marques Gonçalves. A decisão, tomada em 12 de maio, baseou-se na suposição incorreta de que o Ministério Público havia retirado o pedido de prisão, o que não ocorreu, informa o UOL.
Segundo as investigações, Carlos Alberto confundiu Igor e Thiago com assaltantes que haviam roubado o celular de sua companheira, Josilene da Silva Souza, horas antes. A identificação equivocada baseou-se nas cores das camisetas usadas pelas vítimas, semelhantes às dos verdadeiros criminosos. O policial perseguiu a dupla e efetuou dois disparos, atingindo as costas de Igor, que precisou ser hospitalizado.
Apesar de provas que confirmavam a inocência de Igor e Thiago, ambos foram inicialmente presos com base no reconhecimento fotográfico feito por Josilene. Igor foi detido no hospital, enquanto Thiago passou uma noite na cadeia. A Justiça levou 45 dias para analisar a conduta de Carlos Alberto, contrastando com a rapidez na prisão das vítimas.
Josilene foi indiciada por falso testemunho, mas não teve a prisão solicitada. O relatório final da Polícia Civil concluiu que Carlos Alberto agiu por conta própria, sem incitação de Josilene. A decisão da juíza Roidis de manter o ex-PM em liberdade, mesmo diante do pedido de prisão do Ministério Público, gerou críticas e levantou questões sobre a imparcialidade e a eficácia do sistema judiciário em casos de violência policial.





