Justiça arquiva caso de estudante confundido com ladrão e baleado por PM reformado no Rio

Ministério Público destacou que vítimas não cometeram crime; advogado fala em erro grave da segurança pública

A Justiça do Rio de Janeiro arquivou a investigação contra Igor Melo de Carvalho e Thiago Marques Gonçalves, acusados injustamente de roubo de celular. Igor, estudante universitário, foi baleado por um policial militar reformado que o confundiu com um ladrão. O episódio ocorreu no mês passado na Penha, zona norte da cidade.

O Ministério Público do Rio (MP-RJ) solicitou o arquivamento do caso, alegando ausência de justa causa após análise das provas. Imagens mostram que Igor, voltando do trabalho de mototáxi, foi seguido pelo PM reformado Carlos Alberto de Jesus, que agiu após sua namorada, Josilene Souza, acusar a dupla de roubo.

O policial disparou contra Igor, que foi levado por moradores ao Hospital Getúlio Vargas. Thiago, por sua vez, foi detido e encaminhado à delegacia. No dia seguinte, a Justiça determinou a soltura de Thiago e suspendeu a custódia hospitalar de Igor, que perdeu um rim devido ao tiro e recebeu alta no último domingo (2).

A juíza Camila Rocha Guerin, da 29ª Vara Criminal, também ordenou a devolução da motocicleta apreendida. O advogado Carlos Nicodemos, que representa Thiago, classificou o caso como um “triste episódio da segurança pública no Rio” e afirmou que tomará medidas para responsabilizar os envolvidos por tentativa de homicídio e falsa comunicação de crime.

Com informações da Folha de S.Paulo

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