Justiça decreta prisão de dono da casa usada como ‘QG do crime’ para matar ex-delegado Ruy Ferraz em SP

Polícia identifica sétimo suspeito da morte do delegado; três envolvidos já foram presos

A Polícia Civil de São Paulo identificou o sétimo suspeito de envolvimento na execução do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, morto a tiros em Praia Grande, no litoral paulista. O homem apontado é o proprietário da casa usada como quartel-general do crime, imóvel de onde teria saído o fuzil utilizado na execução. Ele teve a prisão decretada pela Justiça e está foragido.

Prisões e foragidos

Uma semana após o assassinato, sete suspeitos já foram identificados. Três deles estão presos:

Rafael Marcell Dias Simões, que se entregou neste sábado (20);

Dahesly Oliveira Pires, acusada de transportar o fuzil usado no crime;

Luiz Henrique Santos Batista, conhecido como Fofão, apontado como responsável por ajudar na fuga de um dos criminosos.

Outros quatro continuam foragidos:

O dono do imóvel usado como QG;

Felipe Avelino da Silva, o Mascherano, e Flávio Henrique Ferreira de Souza, que tiveram material genético identificado em um dos veículos usados no crime;

Luis Antônio Rodrigues de Miranda, acusado de ter pedido a uma mulher que buscasse um dos fuzis utilizados.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo afirmou, em nota, que “diligências estão em curso para elucidar todas as circunstâncias e responsabilizar os envolvidos”.

O “QG do crime”

A investigação apontou que uma casa no bairro Jardim Imperador, em Praia Grande, teria servido de base para o grupo criminoso. O imóvel, localizado na rua Campos do Jordão, fica a cerca de oito quilômetros da prefeitura, de onde Ruy Ferraz saiu antes de ser morto.

Segundo a Polícia Civil, vizinhos denunciaram uma movimentação suspeita no local na véspera do crime. Testemunhas identificaram a saída de Dahesly Oliveira, acusada de transportar o fuzil usado na execução.

O imóvel passou por perícia na última quarta-feira (17/9), com coleta de impressões digitais que devem ajudar na identificação de outros envolvidos. A polícia apurou ainda que o local funcionava como casa de aluguel de fim de semana, mas não detalhou por quanto tempo os criminosos permaneceram nele.

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