Mulher presa e suspeitos pela morte do ex-delegado-geral de São Paulo têm prisão decretada pela Justiça

Uma mulher foi detida; três homens ainda são procurados pela polícia, que apura a motivação do crime

A Justiça decretou nesta quinta-feira (18) a prisão temporária de quatro pessoas suspeitas de envolvimento na execução do ex-delegado-geral de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, morto em Praia Grande na última segunda-feira. Uma mulher foi presa, enquanto três homens seguem foragidos.

Quem já foi preso
Dahesly Oliveira Pires foi capturada na madrugada desta quinta. De acordo com a investigação, ela teria sido enviada à Baixada Santista para buscar um dos fuzis usados no crime, a mando de Luiz Antonio Rodrigues de Miranda, que continua foragido.

Foragidos identificados
Além de Luiz Antonio, também são procurados Felipe Avelino da Silva, conhecido como Masquerano, e Flávio Henrique Ferreira de Souza. O trio é apontado como parte da quadrilha que executou a ação criminosa.

Dinâmica da execução
Fontes foi atacado enquanto dirigia. Imagens de câmeras mostram seu carro perseguido até colidir com um ônibus. Em seguida, homens armados desceram de outro veículo e dispararam contra o ex-delegado. A polícia acredita que pelo menos seis criminosos participaram, incluindo atiradores e vigias.

Ligação com o PCC
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, afirmou que não há dúvidas da participação do Primeiro Comando da Capital (PCC), embora o motivo ainda esteja em apuração. Fontes era jurado de morte desde 2019, quando transferiu 15 líderes da facção para presídios federais.

Possíveis motivações
Duas hipóteses estão em análise: retaliação direta do PCC ou disputas ligadas à atuação de Fontes na Secretaria de Administração de Praia Grande, envolvendo uma licitação que teria prejudicado interesses criminosos. Investigadores também não descartam a participação de agentes públicos.

Trajetória de Ruy Ferraz Fontes
Delegado responsável por detalhar a estrutura e o funcionamento do PCC, Fontes conduziu inquéritos que levaram à condenação de Marcola, líder da facção. Foi delegado-geral da Polícia Civil entre 2019 e 2022, indicado por João Doria. Desde 2023, ocupava o cargo de secretário municipal de Administração de Praia Grande.

Deixe um comentário

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading