O celular apreendido na cela do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, passará por perícia após autorização da Justiça do Rio. O aparelho, localizado durante uma fiscalização da Polícia Penal no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste.
A decisão é da juíza Elizabeth Machado Louro, que acolheu pedido do promotor Fábio Vieira dos Santos. A perícia ficará sob responsabilidade da Divisão Especial de Inteligência Cibernética (DEIC), que fará a extração dos dados armazenados no telefone.
A investigação busca identificar se o aparelho foi utilizado para manter contato com pessoas fora do sistema prisional, além de verificar possíveis comunicações, articulações ou tentativas de influência sobre testemunhas e outros envolvidos em procedimentos judiciais.
Além de autorizar a quebra do sigilo dos dados, a magistrada determinou que o celular seja retirado da 34ª DP (Bangu) e encaminhado aos peritos do Ministério Público.
O que diz a Seppen
Segundo a Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen), a fiscalização na cela ocorreu após informações de inteligência apontarem que Jairinho estaria com um telefone celular. Durante a revista, os policiais penais encontraram o aparelho escondido entre livros. O ex-vereador será submetido ao regime disciplinar de isolamento.
A Corregedoria-Geral da Seppen informou que abrirá procedimento para apurar tanto a conduta do preso quanto a de servidores da unidade prisional, a fim de esclarecer como o aparelho entrou no presídio.
Em nota, a secretaria afirmou que realiza fiscalizações permanentes para impedir a entrada e a circulação de materiais proibidos nas unidades prisionais e preservar a segurança do sistema penitenciário fluminense. O caso está registrado na 34ª Delegacia de Polícia (Bangu).
Relembre o caso
Jairinho foi condenado, em junho, a 43 anos de prisão pelos crimes de homicídio qualificado e tortura pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos. Já Monique Medeiros, mãe do menino, recebeu perdão judicial da magistrada responsável pelo caso.
Henry Borel morreu em 8 de março de 2021, após dar entrada no Hospital Barra D’Or, na Barra da Tijuca, em parada cardiorrespiratória e com múltiplas lesões internas.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, a criança foi vítima de agressões dentro do apartamento onde vivia com a mãe e o então padrasto, na Zona Oeste






Deixe um comentário