Estados Unidos realizam primeira execução por fuzilamento em 14 anos

Brad Sigmon preferiu ser fuzilado à cadeira elétrica e à injeção letal, temendo maior sofrimento

Os Estados Unidos realizaram, nesta sexta-feira (7), a primeira execução por fuzilamento em quase 15 anos. Brad Sigmon (foto), 67 anos, foi morto na Carolina do Sul após ser condenado pelo assassinato brutal dos pais de sua ex-namorada. Foi a quarta vez que esse método foi utilizado no país desde o restabelecimento da pena de morte em 1976, sendo a última em 2010.

Sigmon foi amarrado a uma cadeira, com um alvo posicionado sobre seu coração e um capuz cobrindo seu rosto. Três atiradores dispararam rifles equipados com munição projetada para se fragmentar no impacto. De acordo com testemunhas, ele vestia roupas pretas e calçava crocs. Antes da execução, acenou para seu advogado e pronunciou suas últimas palavras.

O condenado escolheu o fuzilamento por considerar as outras opções mais cruéis. Seus advogados alegaram que a cadeira elétrica o “cozinharia vivo”, enquanto a injeção letal poderia causar uma morte lenta e dolorosa. Ele também temia que a substância utilizada no estado, mantida em sigilo, provocasse uma sensação de afogamento.

Sigmon espancou pais da ex-namorada até a morte

Sigmon foi condenado pelo assassinato de David e Gladys Larke, pais de sua ex-namorada, a quem ele espancou até a morte com um taco de beisebol. Ele os perseguiu pela casa, atacando-os repetidamente após ser expulso do trailer onde vivia. Em seguida, sequestrou sua ex-namorada sob a mira de uma arma, mas ela conseguiu escapar. Ele ainda tentou atirar nela, mas errou o disparo.

Na confissão feita à polícia, Sigmon afirmou que pretendia matar a ex-namorada e tirar a própria vida. “Se eu não pudesse tê-la, não deixaria mais ninguém tê-la”, escreveu.

A pena de morte nos EUA enfrenta desafios jurídicos e éticos, especialmente pela dificuldade de obtenção de drogas para injeção letal. Enquanto defensores alegam que o fuzilamento garante uma morte rápida, críticos apontam a brutalidade do método.

Com informações do g1

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